Apesar de ainda ser uma das forças dominantes do mundo do streaming, a Netflix acredita que corre risco de perder relevância caso siga seu modelo atual. Assim, a empresa está planejando um maior investimento em programas ao vivo e em oferecer pacotes agregados a outros serviços para manter seu crescimento.
Segundo o Wall Street Journal, essas são algumas das conclusões que a corporação chegou após ver muitas de suas séries originais perdendo prestígio. E, caso seus novos planos deem frutos, o serviço pode passar a ficar mais próximo do modelo de TV linear que ajudou a destruir em um passado recente.
Netflix busca por novos meios de engajar o público

A aposta intensificada em conteúdos ao vivo faz sentido, dado que a Netflix já teve grande sucesso com alguns dos eventos esportivos que promoveu no passado. Segundo o Wall Street Journal, a empresa pretende ir além deles e oferecer uma programação mais completa e que estimula o engajamento contínuo do público.
- O streaming também pretende seguir os passos da Prime Video e oferecer assinaturas adicionais a seu serviço básico;
- Assim, a Netflix pode se unir a concorrentes como Peacock ou Apple TV para oferecer acesso a conteúdos por preços mais acessíveis;
- A decisão acontece em um momento no qual séries como Avatar, One Piece e As Quatro Estações registraram um declínio de audiência em suas temporadas mais recentes;
- A empresa também planeja reforçar sua parceira com produtores de podcasts e criadores de mídias sociais para expandir seu público.
A aposta em programação ao vivo também deve permitir à Netflix aumentar suas receitas publicitárias, que têm sido um de seus maiores focos em anos recentes. Ao mesmo tempo, a companhia está ciente de que, se perder a atenção do público, não vai demorar muito tempo até que isso também resulte em cancelamentos de assinaturas, inclusive entre seu patamar mais acessível.
Como vão funcionar os canais ao vivo da Netflix?
Apesar de os canais ao vivo fazerem parte dos planos futuros da Netflix, até o momento não há detalhes sobre como eles vão funcionar. No entanto, exemplos de outros streamings mostram que a plataforma pode reaproveitar alguns conteúdos já presentes em seu catálogo no novo formato.

O Peacock, por exemplo, traz uma programação ao vivo formada por episódios aleatórios de suas séries mais famosas, bem como por alguns documentários que também estão em seu catálogo. E, com isso, ele consegue restringir custos e oferecer uma alternativa para o público que não quer perder tempo pensando no que assistir em seguida.
Enquanto a Netflix pode seguir o mesmo caminho, ela também deve se beneficiar de alguns acordos recentes. A companhia anunciou há poucas semanas um acordo com a Condé Nast que vai permitir a ela adicionar podcasts da Vox Media e conteúdos originais do Buzzfeed a seu catálogo — e esses programas se adequariam muito bem à sua nova aposta em um formato mais linear.
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