A Nvidia apresentou, neste domingo (31), o RTX Spark, um novo superchip que alimentará computadores e notebooks. O componente combina processadores de até 20 núcleos e GPU RTX para rodar inteligência artificial localmente.
Aparentemente, esse produto é o que as marcas Microsoft, ARM e Nvidia se referiam como "Uma nova era para PCs". "Este é o chip para PC mais eficiente já construído", afirmou Mark Aevermann, diretor sênior de gerenciamento de produtos da Nvidia – nenhum dado foi divulgado para amparar essa afirmação, porém.
Com o novo hardware, a Nvidia promete entregar versatilidade e autonomia para dispositivos. O componente daria conta de jogos, softwares de criação e agentes de IA com processamento local.

"Essa reinvenção do computador é tão significativa quanto foi a reinvenção do telefone no que hoje conhecemos como smartphone", afirmou o CEO da Nvidia, Jensen Huang, durante a apresentação do RTX Spark.
Hardware do RTX Spark
Um único chip RTX Spark pode conter até 20 núcleos de CPU, 6.144 núcleos de GPU RTX e até 128 GB de RAM LPDDR5X, resultando em 1 petaflop de desempenho para IA. Na prática, o superchip comporta o mesmo chip presente no DGX Spark, o "supercomputador pessoal de IA" apresentado em outubro de 2025.
Segundo a Nvidia, o RTX Spark conecta a CPU e a GPU por meio de uma conexão NVLink C2C, o que permite trabalhar com modelos de até 120 bilhões de parâmetros. Em termos de desempenho, a plataforma entregaria algo similar à RTX 5070 em notebooks em sua configuração máxima – mas, novamente, nenhum gráfico ou dado específico foi divulgado.
Em termos de autonomia, Aevermann não forneceu dados concretos, mas mencionou que o usuário não precisaria de um carregador constantemente.
O componente coloca a Nvidia em confronto direto com a Apple e a Qualcomm em notebooks voltados para eficiência energética e desempenho. Apesar da arquitetura ARM, o componente ainda consegue lidar com software desenvolvido para PCs x86 por intermédio de emuladores – vários apps já contam com suporte nativo, porém.
Agentes de IA com processamento local
O foco dos novos dispositivos é entregar desempenho suficiente para rodar agentes de IA sem depender de conexão externa, poupando o usuário de lidar com interfaces gráficas de aplicativos.
Num dos exemplos, a fabricante mencionou a possibilidade de um streamer usar os agentes para desligar luzes, silenciar o microfone e mudar o modo de transmissão por conta própria; ou um designer poderia acionar o assistente para transformar um rascunho em uma imagem completa, renderizar um modelo 3D e criar um vídeo a partir disso.
Disponibilidade
Cerca de 40 dispositivos com o novo hardware já estão em desenvolvimento, incluindo modelos da Microsoft, Dell e Asus. Ainda não há data de lançamento oficial para a maioria deles, mas são previstos para o segundo semestre deste ano.

Vale notar que o RTX Spark não estará presente somente em notebooks – dos 40 dispositivos anunciados, 10 são computadores desktop. A marca promete que o hardware estará presente em diferentes formatos e faixas de preço.
"O RTX Spark será uma família de produtos que visa atingir diversas faixas de preço", afirmou Aevermann. "A oportunidade de mercado que enxergamos é bastante grande", complementou.
Um detalhe importante para os novos componentes é o foco no Windows. Na apresentação, a empresa optou por não comentar sobre planos acerca do suporte ao Linux.
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