O mercado de computadores e laptops baratinhos de entrada deve desaparecer até 2028, segundo uma análise de mercado da Gartner. A pesquisa realizada aponta que o contínuo aumento no preço de componentes como memórias RAM e SSDs irá chacoalhar a indústria de uma maneira que as fabricantes não conseguirão absorver custos.
Como aponta a firma de análise, a previsão é que o custo de memórias para PCs atinja um pico de 23% do total da lista de materiais necessários para montar uma máquina. “Esse aumento acentuado elimina a capacidade dos fornecedores de absorver custos, tornando inviáveis os laptops de entrada com baixa margem de lucro. Em última análise, esperamos que o segmento de PCs de entrada abaixo de US$ 500 (R$ 2.600) desapareça até 2028”, explica o analista diretor sênior da Gartner, Ranjit Atwal.
A companhia estima um aumento de 130% nos preços combinados de memória DRAM e SSDs até o final de 2026. Isso fará com que os preços de computadores fiquem 17% mais caros, assim como os smartphones devem encarecer em 13%. A situação fará com que os fabricantes concentrem seus esforços em dispositivos premium.

Com a alta nos preços, o entendimento é de que o tempo de vida útil de computadores para uso doméstico aumente em 20%, e nos PCs corporativos em 15%. “Os preços mais altos reduzirão a gama de dispositivos disponíveis, levando os compradores a manterem seus aparelhos por mais tempo, alterando fundamentalmente os ciclos de atualização”, finaliza Atwal.
Crise generalizada em eletrônicos
O mercado de entrada entrar em colapso já não é mais tão surpreendente e até mesmo pesquisas da Counterpoint Research indicavam dificuldades para esse segmento. No entanto, o levantamento da Gartner expõe uma situação ainda mais complicada, já que mercados como o Brasil são muito dependentes desse segmento.
- O novo mercado de IA PCs deve demorar mais a engrenar por conta da crise e ficará mais restrito até 2028;
- Muitas marcas acreditam que esses PCs com inteligência artificial dominaria 50% em breve, mas isso não deve se concretizar assim;
- Para os smartphones, os preços exorbitantes das memórias podem levar os compradores a adquirirem produtos recondicionados ou de segunda mão;
- O atraso na compra de novos produtos reacenderá o debate por aumento de vulnerabilidades e segurança em aparelhos antigos;
- Compradores de smartphones básicos deixarão o mercado cinco vezes mais rápido que compradores de aparelhos premium em 2026;
- Fornecedores de PCs devem estar preparados para quedas no volume de unidades e margens reduzidas.
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Até pelo menos 2028 deve ser bem difícil comprar um computador, laptop ou celular novo com preços adequados. Fora esses dispositivos, produtos como placas-mãe, tablets e até televisões também devem sofrer reajustes de preços imponentes, já que quase todos os eletrônicos necessitam de memórias e algum tipo de armazenamento.
A Xiaomi confirmou mais uma vez que precisará aumentar o preço dos seus celulares para se manter competitiva durante a crise. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.