A Nintendo entrou com um processo contra o governo dos Estados Unidos após as tarifas comerciais impostas durante a gestão de Donald Trump. A ação foi registrada em 6 de março de 2026 no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA e questiona impostos cobrados sobre importações da empresa.
No processo, a subsidiária Nintendo of America pede o reembolso integral de todas as tarifas pagas, além de juros e honorários advocatícios. A empresa argumenta que os custos foram aplicados de forma indevida com base na lei de poderes econômicos de emergência internacional de 1977.
A companhia confirmou a ação judicial, mas não deu muitos detalhes sobre o caso. “Podemos confirmar que apresentamos uma solicitação. Não temos mais nada a compartilhar sobre este assunto”, disse a Nintendo em declaração ao site Aftermath.

Tarifaço de Trump é o grande responsável pelo processo da Nintendo
De acordo com a ação judicial, as tarifas impostas pelo governo Trump teriam gerado custos adicionais significativos para a Nintendo. A empresa afirma no processo que “sofreu prejuízos” e que poderá enfrentar “danos iminentes e irreparáveis” caso os valores cobrados não sejam devolvidos.
O pedido da companhia também se apoia em uma decisão recente da suprema corte dos Estados Unidos. Em fevereiro de 2026, a corte decidiu que o presidente não tinha autoridade para impor tarifas com base na lei de poderes econômicos de emergência internacional, o que tornou essas cobranças ilegais.

Segundo documentos citados no processo, o próprio governo teria reconhecido anteriormente que tribunais poderiam ordenar reembolsos caso as tarifas fossem consideradas inválidas. Isso reforça a estratégia jurídica da empresa na disputa.
A ação da Nintendo não é um caso isolado. Outras grandes companhias, como Costco, FedEx, L'Oréal, Dyson e Revlon, também apresentaram processos semelhantes buscando reembolso de tarifas cobradas sob as mesmas regras.
De acordo com dados citados, essas tarifas teriam arrecadado mais de US$ 200 bilhões em impostos sobre importações desde 2025, afetando milhares de empresas que operam em território norte-americano.
Polêmica acontece enquanto Switch 2 ainda engatinha no mercado
O processo ocorre poucos meses após o lançamento do Nintendo Switch 2, que chegou ao mercado em junho do ano passado. O lançamento do console coincidiu com um período de tensão comercial envolvendo tarifas sobre produtos importados.

Na época, a Nintendo chegou a adiar o início da pré-venda do console nos Estados Unidos para avaliar o impacto das novas taxas.
“A pré-venda do Nintendo Switch 2 nos EUA não começará em 9 de abril de 2025 para que possamos avaliar o impacto potencial das tarifas”, informou a empresa em comunicado na época.
Para reduzir custos, a companhia passou a direcionar parte da produção destinada ao mercado americano para fábricas no Vietnã, onde as tarifas eram menores do que as aplicadas a produtos vindos da China.
Mesmo assim, alguns acessórios do console acabaram ficando mais caros no país, incluindo o Pro Controller e o novo par de Joy-Con 2.
E no que isso afeta os consumidores norte-americanos?
Especialistas apontam que as tarifas tiveram impacto direto no custo de diversos produtos vendidos nos Estados Unidos.Um estudo da Tax Foundation estimou que as medidas representaram um aumento médio de cerca de US$ 1.000 em impostos por família americana em 2025.
Já o Yale Budget Lab calcula que os consumidores passaram a gastar entre US$ 1.300 e US$ 1.700 a mais por ano devido às novas taxas sobre importações.

Mesmo que a Nintendo receba o reembolso solicitado ao governo Trump, ainda não está claro se essa economia será repassada diretamente aos consumidores ou se ficará restrita às operações da empresa.
A disputa judicial segue em andamento nos Estados Unidos. E você, o que acha desse processo da Nintendo contra o governo norte-americano? Conte pra gente nas redes sociais do Voxel!