A franquia God of War acaba de entrar em uma nova fase. Durante o State of Play desta quarta-feira (2), a Sony e a Santa Monica Studio revelaram oficialmente God of War: Laufey, novo capítulo principal da saga que, pela primeira vez em muitos anos, deixa Kratos em segundo plano para colocar outra personagem no centro da narrativa.
A protagonista da vez é Faye, esposa de Kratos e mãe de Atreus. Embora tenha sido uma das figuras mais importantes da era nórdica da franquia, ela nunca havia aparecido de forma ativa nos jogos anteriores. Sua morte, inclusive, foi o ponto de partida para os eventos de God of War (2018), desencadeando a jornada que mudou o destino dos personagens.
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Mas afinal, por que o novo jogo se chama Laufey e não simplesmente Faye? A resposta está tanto na mitologia nórdica quanto na própria história construída pela Santa Monica Studio ao longo dos últimos anos. Além disso, o título também revela muito sobre a nova ambientação da série e os temas que devem conduzir a próxima aventura.
Quem é Laufey? Entenda o verdadeiro nome de Faye
Para os jogadores, a personagem interpretada por Deborah Ann Woll, que também aparece na série Demolidor, sempre foi conhecida como Faye. No entanto, esse é apenas um apelido. Seu verdadeiro nome é Laufey, ou Laufey, a Justa, uma das gigantes mais respeitadas do reino de Jötunheim dentro do universo de God of War.
Nos jogos anteriores, Mimir revela que Laufey era uma heroína lendária entre os gigantes, conhecida por ajudar os mais fracos, desafiar Odin e lutar contra a opressão dos deuses Aesir. Ela também foi uma guerreira tão poderosa que chegou a enfrentar Thor em combate direto, deixando marcas permanentes em Vanaheim.
A escolha do título aponta que o jogo deve explorar não apenas o lado "esposa do Kratos" de Faye, mas também seu papel como entidade mítica, o que explica o nome Laufey. Segundo Ariel Lawrence, diretora de God of War: Laufey, a intenção do estúdio era explorar uma personagem que sempre esteve no coração da história, mas cuja trajetória permanecia envolta em mistério.
"Sempre contaremos histórias sobre Kratos, mas essa foi uma oportunidade de falar sobre alguém que foi tão fundamental para o início de tudo", explicou Lawrence em entrevista à IGN.
Laufey também tem origem na mitologia nórdica
Apesar de ter ficado famosa para muitos gamers com God of War, a personagem não foi criado pela Santa Monica Studio e possui raízes antigas. Na mitologia nórdica, Laufey é uma figura conhecida por ser a mãe de Loki, personagem que inspirou Atreus na franquia.
Curiosamente, nos textos mitológicos, Loki é frequentemente chamado de Laufeyjarson, algo que pode ser traduzido como "filho de Laufey". Isso chama atenção porque, na cultura nórdica, era muito mais comum que as pessoas fossem identificadas pelo nome do pai.

A Santa Monica aproveitou essa conexão para reinterpretar a personagem dentro do universo de God of War. Assim como na mitologia, Laufey ocupa um papel central na origem da história de Loki, mas também ganha importância própria como guerreira, líder e protetora dos gigantes.
God of War: Laufey não é uma prequel e se passa em um novo lugar
Uma das maiores surpresas da revelação é que o novo jogo não se passa antes dos eventos de God of War (2018), como muitos fãs especulavam. Na verdade, a aventura começa exatamente no momento em que o corpo de Faye é cremado na abertura do jogo de 2018.
Em vez de desaparecer, Faye desperta em uma dimensão misteriosa chamada Everywhen, um local que funciona como uma espécie de vida após a morte dos deuses. Com isso, a franquia entra em um novo universo, expandindo a narrativa que conhecemos até hoje e apresentando novas mitologias.
Segundo a descrição oficial, Faye descobre que os planos que preparou para proteger Kratos e Atreus estão ameaçados. Para salvá-los, ela precisará atravessar esse estranho reino enquanto enfrenta entidades divinas de diferentes mitologias.
Kratos e Atreus ainda fazem parte da história
Embora o foco esteja em Faye, isso não significa que Kratos e Atreus foram deixados para trás. O estúdio reforça que o jogo está ligado diretamente com os títulos anteriores da franquia e seus personagens.
Segundo a Santa Monica Studio, os eventos de Laufey acontecem paralelamente aos acontecimentos de God of War (2018) e God of War Ragnarök. Isso significa que a nova aventura está diretamente conectada à linha do tempo principal da franquia.
Barlog afirmou que o jogo não deve ser encarado como uma história paralela ou derivada. Em vez disso, trata-se de um novo capítulo do mesmo universo, revelando acontecimentos que estavam ocorrendo nos bastidores enquanto Kratos e Atreus viviam suas próprias jornadas.
O que é o Everywhen?
Descrito pelos desenvolvedores como o local onde toda magia nasce e para onde retorna, o Everywhen reúne deuses, monstros e criaturas vindos de diversas mitologias em um único espaço. O novo cenário é completamente diferente dos reinos nórdicos explorados nos últimos jogos, segundo a prévia que temos até agora.

Durante a apresentação, foram mostrados ambientes sombrios repletos de magia, criaturas aprisionadas, portais gigantescos e paisagens que parecem desafiar qualquer lógica conhecida. Segundo Cory Barlog, diretor criativo do estúdio, a convivência entre tantas divindades está longe de ser pacífica.
Em entrevista à IGN, Barlog comparou o local a uma prisão habitada por deuses de diferentes panteões, todos disputando poder constantemente. Essa premissa abre espaço para encontros inéditos e pode ampliar significativamente o universo da franquia.
Mitologias diferentes começam a se encontrar
Os primeiros exemplos dessa expansão já apareceram no trailer de revelação. Entre os personagens confirmados estão Sekhmet, deusa ligada à guerra, à vingança e ao sol na mitologia egípcia, e Begtse, divindade da guerra inspirada no folclore mongol.

A presença dessas figuras reforça uma teoria que acompanha os fãs há anos: a de que God of War caminha para um universo compartilhado entre diferentes mitologias, algo que a Santa Monica vinha sugerindo desde a saga nórdica.
Por que o nome Laufey faz tanto sentido?
God of War: Laufey não recebe esse nome apenas para destacar sua protagonista. O título também simboliza a oportunidade de finalmente conhecer uma personagem que moldou praticamente todos os eventos da era nórdica da franquia, mas não teve sua chance de brilhar.
Foi ela quem guiou os passos de Kratos e Atreus, escondeu os gigantes, enfrentou Thor, planejou o futuro da família e desencadeou os acontecimentos que levaram ao Ragnarök. Ainda assim, sua história permaneceu quase totalmente desconhecida para os jogadores.
Agora, a Santa Monica Studio parece pronta para preencher essa lacuna. E, se depender das primeiras informações reveladas, Laufey promete não apenas expandir o universo de God of War, mas também redefinir o que os fãs conhecem sobre uma das personagens mais importantes de toda a saga.
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God of War Laufey ainda não possui uma data de lançamento, mas será lançado futuramente no PS5. E aí, o que você achou do game? Comente nas redes sociais do Voxel!