Samsung diz que crise de RAM vai durar até 2028 e registra prejuízo em celulares

Samsung diz que crise de RAM vai durar até 2028 e registra prejuízo em celulares

A escassez de memórias RAM está longe de acabar e deve perdurar até 2028, segundo informações da própria Samsung. Os detalhes foram divulgados nesta quinta-feira (30) durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 da empresa. O momento é tão delicado que a Samsung teve prejuízos na divisão de smartphones pela primeira vez na história.

Por mais que a alta no preço desses chips de RAM tenha ajudado a sul-coreana a fortalecer para uma receita recorde, a oferta desses componentes vai ficar estrangulada. Executivos da companhia entendem que o cenário só vai começar a estabilizar daqui a dois ou três anos, mas a crescente de inteligência artificial aumentará.

Como o tempo de construção de uma nova fábrica até a produção desses itens supera três anos, a escassez deve arrastar pedidos pendentes de 2026 até 2028. Em outras palavras, as grandes fabricantes de RAM estão com a capacidade produtiva no limite, enquanto o mercado de IA pede por mais produtos. O resultado é que produtos para o consumidor ficam cada vez mais caros.

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Memórias para notebooks e computadores mais do que dobraram de preço em 2026 (Imagem: XPG/Divulgação).

No entanto, a divisão DS da Samsung, responsável por produzir esses chips, registrou um salto de 56% nas vendas. O catalisador desse salto é a produção focada em memórias HBM4 e HBM4e para data centers. Para o segundo semestre deste ano, o foco será nos produtos de alto valor agregado e em próximos chips topo de linha.

Recordes e quedas

Ao olhar o plano inteiro, o segundo trimestre da Samsung foi de recordes. A empresa teve uma receita total de 171,5 trilhões KRW (cerca de R$ 600 bilhões), com lucro operacional assustador de 89,5 KRW trilhões (R$ 310 bilhões). Desses 89,5 KRW trilhões, quase todo o lucro partiu da divisão DS de semicondutores.

Se a área de chips comemorou as margens elevadas, a divisão Device eXperience (DX), responsável pelos smartphones, sentiu o efeito colateral. Esse pedaço da empresa registrou uma queda de 9% nas vendas em relação ao trimestre passado e culpou as "elevadas pressões de custos de componentes em toda a indústria".

Apesar do resultado complicado, a aceitação do público continuou alta para a linha Galaxy S26, junto com a série intermediária Galaxy A, que foram os grandes motores de vendas no período. Para reverter esse cenário, a companhia aposta na perpetuação de boas vendas dos Galaxy S26 e no impulsionamento de receita com os recém-lançados Galaxy Z Fold 8 e Z Flip 8.

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O grupo System LSI, que contempla processadores mobile e sensores, sofreu um pouco. A razão é porque essa época do ano costuma ter um declínio na venda de celulares premium. A Samsung entende que o mercado permanecerá fraco, mas aposta em novos chips de ponta para manter as vendas.

A divisão de Foundry (fundição de chips) melhorou seus ganhos e conseguiu contratos importantes para modelos de 2 nanômetros. Já a parte SDC de telas teve um crescimento sólido, impulsionada pela venda de displays OLED encontrados em smartphones topo de linha.

Por falar na Samsung, a empresa afirma que quis “sair na frente” da Apple com o Galaxy Z Fold 8 em uma entrevista exclusiva.  Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.