Samsung pode ter déficit histórico mesmo com sucesso nas venda de chips

Samsung pode ter déficit histórico mesmo com sucesso nas venda de chips

A Samsung pode enfrentar um problema histórico de déficit anual por conta da crise de memórias RAM. Como aponta o site sul-coreano Money Today, a divisão de MX (Mobile Experience) entrou em uma posição delicada, afinal de contas até mesmo a Samsung paga mais caro em chips de memória RAM.

Embora a Samsung seja uma empresa com atuação em múltiplas frentes, a companhia é gerida por diversas subdivisões. A divisão mais notável é a de MX, liderada pelo executivo TM Roh e responsável por produtos como a linha Galaxy. O problema é que a Samsung também é uma das maiores fabricantes de memória DRAM do mundo e aumentou exponencialmente o preço desses chips.

Isso cria uma espécie de paradoxo na própria empresa: a Samsung fabrica suas memórias, mas a divisão de produtos precisa comprar esse estoque para que os celulares e outros itens sejam produzidos. Como o valor das memórias está mais alto e os estoques estão baixos, o valor pago pela divisão MX é superior ao que eles podem absorver, de acordo com a publicação.

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Modelos de entrada e intermediários devem ser os mais afetados pela crise de chips (Imagem: TecMundo)

Em outras palavras, é possível que a Samsung tenha um problema de déficit neste ano fiscal, ou seja,  gastará mais dinheiro do que conseguiu ganhar com suas vendas de alguns eletrônicos. O motivo é que com essa crescente nos valores de chips de RAM, a margem de lucro na venda de celulares despencou, com exceção dos modelos topos de linha.

A encruzilhada dos Galaxy

Por mais que o pensamento de muitos possa ser o da divisão de memórias fazer descontos para o segmento MX, isso não funciona na prática. O foco da fabricante é no lucro máximo, e vender chips de memória para a divisão MX com preço baixo significa deixar de lucrar com uma potencial venda bem mais cara para outra empresa.

  • De um lado, a Samsung está ganhando caminhões de dinheiro ao vender esses chips de RAM para fabricantes de data centers;
  • O outro lado da moeda começa a ficar em uma posição delicada, visto que vender e lucrar com os produtos Galaxy está mais difícil;
  • Em smartphones premium, a memória RAM pode chegar a representar 20% do custo total do aparelho;
  • A Samsung parou de fabricar memórias mais baratas (LPDDR4) para focar apenas nas caras (LPDDR5), o que encarece até os modelos intermediários;
  • Uma apuração do TecMundo indica que a empresa aumentou o preço de celulares Galaxy em até 18% no mercado brasileiro;
  • Enquanto um Galaxy S26 Ultra usa cerca de 12 GB de RAM, um único processador de IA pode exigir 1,5 TB;
  • A escolha óbvia para a Samsung vai ser a de vender cada vez mais componentes para empresas relacionadas com servidores e data centers.

Não está claro qual seria o percentual de déficit que a Samsung encontrará, mas entrar no vermelho não é boa notícia para nenhuma empresa. Mesmo assim, algumas projeções indicam que a gigante sul-coreana deve entrar no top 10 das empresas com maior valor de mercado do mundo por conta do sucesso de suas vendas.

Um ex-engenheiro da Samsung ficará preso por 7 anos após ser sentenciado por roubar segredos comerciais da companhia e vendê-los para uma rival chinesa. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.