Startup quer criar cães geneticamente modificados para ações militares e de resgate

Cães geneticamente modificados para uso em operações militares, atendendo às Forças Armadas dos Estados Unidos, é o que planeja criar a Warhound, startup lançada na última semana com um aporte de US$ 200 milhões, o equivalente a pouco mais de R$ 1 bilhão pela cotação atual. A nova empresa surge a partir da união entre a Anduril Industries e a Colossal Biosciences.

Os animais aprimorados pela edição genética serão capazes de assumir tarefas como detecção de bombas, buscas e outras ações específicas consideradas perigosas para humanos ou complicadas para robôs, podendo ser usados também em serviços de resposta a emergências e resgates. A empresa prevê o nascimento da primeira ninhada já no início de 2027.

Redução de doenças e armaduras tecnológicas

Segundo a Warhound, mais de 80% dos cães de trabalho das Forças Armadas americanas têm origem na Europa e menos da metade deles está apto para o serviço, atualmente. A startup planeja mudar o cenário a partir da edição genética, gerando animais com características adequadas para as operações militares.

  • Isso inclui reduzir problemas como baixa visão, predisposição a desenvolver câncer, displasia coxofemoral e atrofia muscular;
  • Posteriormente, a empresa vai incorporar genes que permitirão aprimorar a saúde dos cachorros, aumentando a longevidade, a agilidade e a velocidade;
  • Os animais da nova geração também deverão ter melhorias no olfato para a detecção de bombas e diferentes tipos de substâncias;
  • Entre as raças que já tiveram linhagens celulares coletadas pela empresa estão Pastor Alemão, Pastor Belga Malinois e Labrador.

Warhound/Divulgação
Os primeiros cães geneticamente modificados da Warhound devem iniciar as atividades em 2028. Foto: Warhound/Divulgação

Além das modificações genéticas, os cães da Warhound receberão aprimoramentos tecnológicos fornecidos pela Anduril, especializada em sistemas autônomos avançados. Armaduras com sensores e à prova de balas, bem como óculos de proteção são alguns desses recursos, aumentando a segurança dos animais e fornecendo dados para os treinadores.

Com o primeiro lote de cães perto de ser clonado e incubado, estima-se que os animais estejam preparados para iniciar as atividades em até dois anos, após passarem pelo treinamento adequado. A startup não informou quanto cobrará, mas espera vendê-los para forças policiais, equipes de primeiros socorros e o Departamento de Defesa dos EUA.

A Sociedade Americana de Proteção aos Animais foi convidada para participar da iniciativa. A entidade afirmou ao TechCrunch que atuará para garantir que os cães “sejam tratados com humanidade”.

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Com informações de Wired, TechCrunh e The Verge.