A Sundial, plataforma de análise dados baseada em inteligência artificial, foi adquirida pela Meta, conforme noticiou a Axios na última sexta-feira (23), mas não há detalhes sobre o valor da transação. A empresa tem como cofundadores dois ex-funcionários da dona do Instagram e do Facebook, que irão retornar à antiga contratante.
Com o negócio, a companhia liderada por Julie Zhuo e Chandra Narayanan será integrada à divisão de dados da big tech, segundo Alex Schultz, que chefia a unidade. Anteriormente, Zhuo atuava como vice-presidente de Design de Produto da Meta, enquanto Narayanan era chefe de Análise no Instagram e no Facebook.
O que faz a Sundial?
Fundada em 2021, a startup usa IA para otimizar a análise de grandes bases de dados e fornecer insights aos clientes. Essas informações são acessíveis por meio de um plugin de chatbot, cujos usuários podem fazer perguntas em linguagem natural.
- Dessa forma, dados brutos são transformados em respostas simples e de mais fácil entendimento para o cliente, sem a necessidade de uma equipe estruturada de análise;
- O sistema inteligente pode ser conectado a serviços como Microsoft Teams e Slack, entre outros;
- A partir do momento em que a compra pela Meta for concretizada, a Sundial deixará de atender clientes externos, de acordo com a reportagem;
- Outros funcionários da startup também se juntarão à gigante da tecnologia, além dos dois cofundadores.
Na volta à Meta, Narayanan ficará responsável por liderar o desenvolvimento das ferramentas de análise de dados e o trabalho de agentes de IA da big tech, como explicou Schultz. O trabalho será subordinado à divisão apelidada de “DATA”.
Essa unidade cuida da análise descritiva, buscando identificar perguntas que ainda não foram feitas, e realiza testes para melhorar ferramentas de dados e IA. O grupo também faz o monitoramento de sistemas críticos de IA da empresa, emitindo alertas quando necessário.
Na semana passada, a Meta foi condenada a pagar US$ 25 bilhões (R$ 124 bilhões) pela justiça dos Estados Unidos em um julgamento do caso Cambridge Analytica. Confira mais detalhes nesta matéria.
Com informações de Axios.