
A Austrália deve enfrentar um aumento de ataques digitais em 2026. O alerta foi feito pelo governo do país com base na Lei de Segurança Cibernética da Austrália, criada em 2024, e pode afetar com maior intensidade ambientes corporativos e financeiros.
- EUA suspendem apoio ao fórum global de cibersegurança
- Hackers chineses ameaçam telecomunicações com malwares de Linux e espionagem
De acordo com dados recentes divulgados pelo governo federal, a Austrália registrou, em 2025, um aumento de 50% de crimes cibernéticos em relação ao ano anterior, que detectou um recorde de violações. As autoridades observaram ainda que o aumento aconteceu depois de uma série de incidentes que impactaram bancos, empresas de telecomunicações e seguros.
Os casos geraram uma preocupação nos especialistas por expor a vulnerabilidade do gerenciamento dessas organizações diante da infraestrutura digital de seus sistemas internos. Para piorar, isso também revela um descuido em relação a grandes volumes de dados de clientes em canais digitais, abrindo espaço para prejuízos sem precedentes.
-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-
Considerando que, somente em 2024, cerca de 47 milhões de contas foram comprometidas no país e, no ano passado 5,7 milhões foram acessadas por criminosos, o governo australiano espera que os números aumentem neste ano em grande escala.
Entre as informações mais visadas pelos hackers estão nomes de usuário e endereços de e-mail, com uma forte presença desses dados em mercados clandestinos na dark web. Os principais incidentes envolvem campanhas de phishing, roubo de identidade e outros tipos de golpe online.
Lei em ação
Para tentar dar a volta por cima e frear o crescimento de ataques, a Austrália pretende se apoiar em sua Lei de Segurança Cibernética, que prevê uma série de medidas para manter a integridade de indivíduos e empresas no espaço digital.
Pensada para aprimorar a transparência e a coordenação de padrões de segurança, a lei obriga, por exemplo, empresas com faturamento anual acima de AU$ 3 milhões a reportarem pagamentos referentes a ataques de ransomware em até 72 horas após o ocorrido.
Também há um Conselho de Revisão de Incidentes Cibernéticos para analisar ocorrências com o intuito de refletir sobre a pauta e, assim, encontrar meios de priorizar o aprendizado ao invés de apenas apontar culpados.
A lei também promove penalidades regulatórias para o mau uso de dados sensíveis, com falhas graves podendo resultar em multas de até AU$ 50 milhões.
Leia também:
- Mercados chineses na dark web usam Telegram para transação ilegal de criptomoeda
- Polícia Militar tem dados sensíveis roubados por falha básica de segurança
- Empresa engana hackers com 190 mil dados falsos e entrega tudo à polícia
Leia a matéria no Canaltech.