Preview Saros | Ciclo brutal promete elevar experiência de Returnal

Returnal foi um dos grandes jogos do início do PlayStation 5. Todo o seu sucesso resultou na compra da desenvolvedora finlandesa Housemarque pela Sony em 2021. Cinco anos depois, a Housemarque voltou aos holofotes trazendo uma experiência ainda mais promissora: Saros.

Sendo sincero, Saros não me chamou tanta atenção quando foi anunciado em 2024. Isso virou de cabeça para baixo quando fui convidado para experimentar um gameplay exclusivo para a imprensa, com três horas de duração.

Embora possa ser visto como uma espécie de sequência de Returnal, a Housemarque parece estar tentando se desvencilhar um pouco do jogo de 2021 em Saros, ao dar um ritmo mais frenético sem abdicar de uma dificuldade brutal.

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Tivemos acesso a uma build do jogo que não corresponde totalmente ao produto final, mas que dá uma palinha do que está por vir em 30 de abril de 2026.

O que é Saros?

Saros é um shooter em terceira pessoa, bullet hell e roguelite com temática Sci-Fi pesada, no qual controlamos o personagem Arjun Devraj. Ele é um membro da organização Soltari e precisa enfrentar o planeta metamorfo Carcossa, enquanto tenta descobrir os mistérios desse estranho mundo.

Modelagem dos personagens em Saros aparenta muito boa, mesmo numa preview (Divulgação/Sony)

O jogo tem um grande foco em ação e possui aquele "quê" cinematográfico de jogos da Sony. Saros oferece um hub inicial no qual podemos interagir com outros membros Soltari para entender mais sobre Carcossa e a história dos personagens.

Saros x Returnal: as primeiras mudanças

É fácil perceber que a Housemarque quer se distanciar de Returnal em Saros. O novo jogo já começa bem frenético e mantém esse ritmo um pouco mais rápido que seu irmão mais velho. A aventura em Atropos demora um pouco para engrenar e mantinha um ritmo moroso e mais cadenciado até você morrer e ter que recomeçar tudo de novo, o que era um pouco frustrante.

Saros seguirá um caminho diferente nesse quesito. O shooter conta com um sistema de progressão de habilidades permanente que permite melhorar atributos e o status de Arjun Devraj a cada nova run, diferentemente de Returnal.

Essas habilidades estão ramificadas em uma árvore de habilidades extensa. Porém, não pense que Saros permitirá que você jogue sem parar e faça um grind infinito; é necessário derrotar os chefões para prosseguir.

Sistema de habilidades permanentes vira o jogo a favor de Saros (Divulgação/Sony)

Outro detalhe muito importante de Saros é o Soltari Shield, um escudo em 360° que absorve as energias inimigas (pode soar distante, mas lembra um pouquinho, bem pouco mesmo, o sistema de polaridade de Ikaruga). Com ele, não apenas nos protegemos de projéteis, como também armazenamos e descarregamos energia nos oponentes. É uma adição que faz uma diferença danada, ainda mais quando falamos de um jogo no estilo bullet hell. Foi bem difícil jogar três horas caóticas de Saros, voltar ao Returnal e não ter acesso ao escudo Soltari.

Ao progredir nos níveis, Saros apresenta o Modo Eclipse, que transforma as fases em verdadeiros purgatórios. O cenário acompanha a transição: os inimigos ficam bem mais fortes e rápidos, além de atirarem projéteis que diminuem a barra de vida total de Arjun.

O eclipse é aquele momento em que alinha-se a coluna, ajeita a mão no controle e ativamos o "modo sério". Qualquer deslize custa muito, tornando a experiência em Saros mais brutal e punitiva. A Housemarque parece ter acertado em cheio aqui. Ao que tudo indica, Saros consegue elevar a dificuldade ante Returnal, ao passo que fornece opções que facilitam a jornada, encurtando a viagem entre inimigos e oferecendo bônus permanentes ao jogador.

Saros é rápido, viciante e brutal

Saros oferece uma experiência de ação frenética na qual precisamos estar inteiramente imersos no jogo, em especial nos chefes. A build de Saros que testamos contava com dois chefões. Tudo o que posso dizer é que são desafios realmente brutais e sufocantes; não à toa, saí com os dedos travados após a sessão de gameplay.

Saros é uma experiência desafiadora e brutal (Divulgação/Sony)

Os desafios exigem um reflexo enorme e não poupam os jogadores ao dificultarem ainda mais nossa situação. Um desses chefes tomou minha vida várias vezes. O que ajuda muito nessa hora é o gatilho adaptável do DualSense, que permite três funções de armas em um só botão graças à resistência do L2.

Impressões finais sobre Saros

Obviamente, não é possível bater o martelo sobre a qualidade, as mecânicas ou se Saros vale a pena com uma versão não-finalizada e passível de alterações. No entanto, ao experimentar Saros, posso falar com tranquilidade que ele deve entrar no radar de qualquer um que goste de um bom desafio, de ação frenética e de uma temática Sci-Fi mais densa.

A Housemarque está trabalhando para fazer de Saros um jogo bem mais chamativo e acessível que Returnal, e promete dar mais opções de acessibilidade, facilitando alguns escorregões do título anterior do estúdio.

Vale relembrar que Saros estará disponível a partir do dia 30 de abril no PlayStation 5, com melhorias confirmadas para o PlayStation 5 Pro.

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