
O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira (6) a liberação do sistema de pagamentos Pix para brasileiros na Argentina. A nova funcionalidade permite que qualquer usuário realize compras em estabelecimentos físicos credenciados no país vizinho.
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Qualquer cidadão brasileiro pode usar o Pix em terras argentinas, mesmo não possuindo conta corrente no Banco do Brasil.
A operação internacional é viabilizada por meio de uma parceria com o Banco Patagonia, instituição argentina controlada pela própria instituição financeira estatal, e conta com a infraestrutura tecnológica da empresa Coelsa.
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O movimento faz parte de uma estratégia global da empresa, que estuda expandir o recurso de pagamentos instantâneos para outros países das Américas, da Europa e da Ásia, focando em regiões com grande presença de comunidades brasileiras.
De acordo com o vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do BB, Felipe Prince, o lançamento reforça a atuação internacional da marca e o compromisso com a inovação em meios de pagamento. A iniciativa também representa um avanço na integração regional, segundo o presidente-executivo do Banco Patagonia, Oswaldo Parre.
Em 2025, o Mercado Pago já havia anunciado a possibilidade de turistas argentinos usarem o Pix no Brasil, enquanto fintechs, como a PagBrasil, também adotaram medidas semelhantes de integração.
Como funciona o Pix na Argentina
A experiência de pagamento para o usuário final segue o mesmo padrão utilizado no Brasil.
O cliente precisa escanear um QR Code apresentado pelo lojista argentino, que pode estar em uma maquininha de cartão ou em outro dispositivo. A leitura é feita diretamente pelo aplicativo da instituição financeira de preferência do brasileiro, sem a necessidade de realizar cadastros adicionais ou solicitar liberações prévias.
Nos bastidores, o Banco do Brasil atua como o processador da transação internacional. A instituição realiza a operação de câmbio para a moeda local, enquanto o valor correspondente é debitado da conta do usuário em reais. O lojista argentino, por sua vez, recebe o pagamento na sua respectiva moeda.
Devido à natureza internacional da operação, a transação está sujeita à cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), conforme a legislação aplicável. O valor final da compra, incluindo a conversão e os tributos, é exibido na tela de confirmação do aplicativo antes da conclusão do pagamento. No extrato bancário do cliente, a movimentação aparece registrada como um Pix comum.
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