Big Brother fez TIM vender 32% mais planos controle no Brasil

A TIM registrou um crescimento de 32% nas vendas de planos controle no primeiro trimestre de 2026. Segundo a operadora, o principal motor desse resultado foi a estratégia de marketing ligada ao Big Brother Brasil, que contou com uma série de ações ao longo da temporada exibida pela TV Globo.

Os números foram apresentados em coletiva de resultados nesta quarta-feira (6). Apesar do avanço relevante, a empresa não revelou quanto investiu na campanha nem qual foi o retorno financeiro direto gerado.

A lógica por trás da campanha foi relativamente simples: apostar em um período fora das datas tradicionais do varejo (como Black Friday e Dia das Mães) para medir com mais clareza o impacto da comunicação nas vendas.

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“O Big Brother comprovou pra gente que a comunicação teve uma participação importante no resultado. Como ele foi num período fora do calendário promocional, o modelo de atribuição foi bem claro”, afirmou Marco Lacerda, diretor de marketing da TIM.

Outro dado que reforça essa leitura é o crescimento de 26% nas aquisições via e-commerce durante o período. A TIM também revelou que utilizou QR Codes exibidos no programa para direcionar o público diretamente para ofertas.

TIM vai modernizar 1.400 antenas em Brasília e a Região Metropolitana de Bel
Horizonte (MG) até agosto (Imagem: Danilo Berti/Canaltech)

Lacerda explicou ao Canaltech que a TIM registrou 140 mil leituras dos seus QR Codes durante esse período do programa. Além do volume, a operadora também tentou manter a atenção do público ao longo das semanas com mudanças constantes na comunicação.

“A estratégia de mudar a oferta a cada semana — PlayStation, terminal, benefícios — manteve a relevância e isso se refletiu nas vendas”, explicou Savério Parise, diretor do segmento B2C.

Estratégia além do reality

Embora o BBB tenha sido o destaque, a TIM reforça que o resultado positivo também vem de uma combinação de fatores. Entre eles, a parceria com o C6 Bank, crescimento no segmento corporativo (B2B) e ganhos operacionais com uso de inteligência artificial.

“Estamos em um momento diferente do mercado, com parcerias mais maduras e foco em geração de valor para o cliente”, afirmou Alberto Griselli, CEO da TIM Brasil.

A operadora também citou melhorias internas, como redução de custos operacionais e uso de IA para otimizar rede, atendimento e desenvolvimento de software.

Resultados financeiros e reação do mercado

Apesar do avanço nas vendas impulsionado pelo BBB 2026, os números gerais da TIM vieram mistos no balanço apresentado aos investidores. A operadora reportou R$ 6,6 bilhões em receita de serviços, com crescimento de 6,5% na comparação anual.

O EBITDA somou R$ 3,3 bilhões, avançando 6,6% em relação ao 1T25, enquanto o fluxo de caixa operacional cresceu 16,8%, indicando melhora na geração de caixa e eficiência operacional no período.

Ainda assim, o mercado reagiu de forma negativa ao resultado. Até o momento, as ações da TIM acumulam queda de -5,25% na bolsa brasileira, sinalizando que os investidores esperavam números mais fortes.

Em meio a tudo isso, há rumores de que a Telecom Italia, controladora da TIM Brasil, poderia ser comprada por R$ 66 bilhões.

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