Brasil dispara em vendas de carros elétricos; veja os números

A crise do petróleo, acelerada pela tensão que envolve a região do Oriente Médio, não causou tanto impacto no preço dos combustíveis para o consumidor brasileiro. Mesmo assim, por outros fatores, o país foi o que apresentou o maior crescimento na venda de carros elétricos no mês de março.

De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Bloomberg, o Brasil liderou o ranking mundial de crescimento percentual, com 184% de alta nas vendas. Esse resultado não está ligado diretamente ao preço dos combustíveis, mas sim a fatores estruturais, como a maior oferta de modelos competitivos e a presença de alternativas, como o etanol, que reduzem a pressão imediata sobre o consumidor.

Outro ponto crucial é a entrada agressiva de fabricantes chineses no mercado brasileiro. Empresas como BYD, GWM e Geely ampliaram sua rede de concessionárias e trouxeram modelos com preços mais próximos dos carros a combustão, ponto que tem atraído consumidores e acelerado a transição para a mobilidade elétrica.

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Oferta chinesa impulsiona o mercado

A BloombergNEF apontou que as exportações de veículos eletrificados da China cresceram mais de 140% em março, abastecendo mercados emergentes como Brasil, Austrália e países do Sudeste Asiático. Esse movimento explica por que, mesmo com sinais de desaceleração em regiões como Estados Unidos e China, o mercado global manteve ritmo forte, com cerca de 1,1 milhão de elétricos vendidos no mundo apenas em março.

Chegada de novas marcas ao Brasil, como a Geely, impulsionou venda de carros elétricos (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

No Brasil, essa expansão chega em um momento de virada. Embora o volume absoluto ainda seja pequeno comparado a mercados maduros, a tendência é clara: a eletrificação está deixando de ser nicho e começa a se consolidar como alternativa viável, especialmente pelo aumento da oferta de produtos e, claro, pela redução de preços, cada vez mais próximos de modelos a combustão.

Países que mais cresceram em venda de elétricos em março

  1. Brasil: 184%
  2. Coreia do Sul: 122%
  3. Austrália: 68%
  4. Itália: 68%
  5. França: 64%

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