Câmera 3D usa truque de aranhas para medir profundidade em segundos

aranha saltadora serviu de inspiração para a criação uma nova câmera 3D desenvolvida por pesquisadores da Northwestern University. A SpiderCam consegue gerar mapas tridimensionais em tempo real consumindo menos de 1 watt de energia, menos do que uma luz noturna.

As aranhas saltadoras dependem de uma percepção de profundidade extremamente precisa para capturar presas e escapar de predadores, e conseguem fazer isso com um cérebro do tamanho de uma semente de papoula.

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Diferente dos humanos, que possuem apenas uma retina em cada olho, essas aranhas contam com múltiplas camadas de retina. Cada camada enxerga a cena com um foco ligeiramente diferente. Ao comparar os níveis de nitidez e desfoque, o cérebro delas consegue estimar a distância dos objetos com alta precisão.

Foi exatamente esse princípio que inspirou os engenheiros da SpiderCam.

Como funciona a nova câmera 3D

Câmera 3D usa truque de aranhas para medir profundidade em segundos (Imagem: Northwestern University/Wikimedia Commons

A SpiderCam captura simultaneamente duas imagens da mesma cena, mas com configurações de foco ligeiramente diferentes. Um algoritmo analisa as diferenças de nitidez entre as imagens, especialmente em bordas e texturas, para calcular a profundidade dos objetos.

Em vez de utilizar processadores convencionais, o sistema executa esses cálculos em um FPGA, um chip programável otimizado para baixo consumo energético.

O resultado é que a câmera produz mapas de profundidade a 32,5 quadros por segundo consumindo apenas 624 miliwatts.

Vantagens em relação às câmeras atuais

A maioria das câmeras 3D modernas usa sensores de luz infravermelha ou múltiplas câmeras para calcular profundidade. Embora eficientes, essas soluções exigem mais energia, hardware adicional e maior custo.

Já a SpiderCam adota uma abordagem passiva, dispensando a projeção de luz e reduzindo drasticamente o consumo energético.

Se a tecnologia da câmera 3D inspirada nas aranhas saltadoras evoluir como esperado, pode transformar áreas como realidade aumentada, robótica autônoma e dispositivos wearable. Quer saber qual celular tem a melhor câmera de 2026? Veja escolha de especialistas.

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