
O Detran-PR, o instituto Tecpar e a empresa Vetrii iniciaram a implementação do Passaporte Veicular Digital no Paraná, uma tecnologia de tokenização que promete revolucionar a segurança e o rastreamento de automóveis no Brasil. O segredo do projeto está no sistema de blockchain, usado para criar uma identidade eletrônica única e ligada ao chassi dos carros.
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Com mais de 3.400 veículos contemplados em 128 cidades paranaenses, o projeto-piloto utiliza o sistema de blockchain, usado nas criptomoedas, para criar uma identidade eletrônica imutável vinculada ao chassi. Esta identidade é composta pelo token, um registro digital que armazena dados com grande segurança.
Diferente dos sistemas atuais, que dependem de informações fragmentadas, o token veicular funciona como um "espelho digital" da propriedade física, registrando dados de fábrica, revisões, quilometragem real e até o histórico de trocas de peças. A expectativa é que a frota estadual seja totalmente integrada ao banco de dados até o fim deste ano, sem custos diretos ao cidadão.
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Transparência e valorização do seminovo
Esses registros digitais podem ser usados para combater fraudes, colocando o Brasil na trilha de países como Japão e Estados Unidos. Na prática, o proprietário do carro vai poder registrar manutenções preventivas e o uso de peças originais no momento da revenda.
Além de facilitar a transferência de propriedade via rede criptografada, a tokenização possui um viés ecológico importante: o sistema permite o rastreamento rigoroso do descarte de baterias dos carros elétricos, garantindo que componentes químicos não sejam descartados de forma irregular.
O novo sistema deve tornar a precificação de carros usados mais justa, premiando quem cuida do veículo e coibindo práticas criminosas, como a alteração de odômetros ou a omissão de colisões graves. Montadoras como Renault, GM e Volkswagen já colaboram com o fornecimento de dados técnicos para alimentar o sistema do projeto.
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