Seu celular ficou quente no Sol? Antes de colocar o aparelho na geladeira ou tentar resfriar com gelo, água ou ar-condicionado, é melhor ter calma. O resfriamento rápido pode causar choque térmico e condensação. Conversamos com especialista para entender as coisas que você nunca deve fazer.
- Não coloque o celular na geladeira ou no freezer
- Não jogue água nem coloque gelo
- Evite ar-condicionado direto
- Não coloque o celular para carregar imediatamente
- Não use a capinha durante o resfriamento
1. Não coloque o celular na geladeira ou no freezer
A mudança brusca de temperatura pode causar choque térmico e ainda favorecer a formação de condensação dentro do aparelho.
Segundo Joelton Gotz, engenheiro de controle e automação, mestre em Engenharia Elétrica, doutor em Engenharia Mecânica e professor e pesquisador da PUCPR, “a mudança brusca de temperatura pode causar choque térmico, submetendo diferentes materiais do dispositivo, como vidro, metais, adesivos e componentes eletrônicos, a contrações rápidas e desuniformes”.
O especialista também alerta que “o vapor presente no ar pode condensar-se no interior do aparelho e atingir conectores, circuitos e componentes eletrônicos”.
2. Não jogue água nem coloque gelo
Água e gelo podem acelerar demais a queda de temperatura e aumentar os riscos para os componentes internos. Gotz explica que “as baterias de íons de lítio são sensíveis a temperaturas extremas” e que, quando submetidas a temperaturas muito baixas, “podem ocorrer processos de degradação que reduzem sua capacidade, desempenho e vida útil”.
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3. Evite ar-condicionado direto
Entrar em um ambiente com ar-condicionado não costuma ser um problema. O risco está em colocar o celular muito quente diante de um fluxo intenso de ar extremamente frio:
“Expor o aparelho muito quente diretamente a um fluxo intenso de ar extremamente frio pode aumentar a velocidade da variação de temperatura e, consequentemente, os riscos”.
4. Não coloque o celular para carregar imediatamente
Depois de ficar exposto ao Sol, o celular precisa de tempo para voltar a uma temperatura adequada antes de ser conectado ao carregador. O cuidado é ainda maior quando o aparelho ainda está muito quente, já que temperaturas extremas podem prejudicar a bateria.
Gotz recomenda que “o aparelho esfrie gradualmente em ambiente ventilado e dentro da faixa de temperatura recomendada pelo fabricante”.
5. Não use a capinha durante o resfriamento
Depois de levar o celular para um local fresco e ventilado, retirar a capinha pode ajudar a acelerar o processo. Materiais como silicone, TPU e couro têm baixa condutividade térmica e podem dificultar a dissipação do calor.
Segundo o especialista, “capas mais espessas tendem a atuar como um isolamento térmico maior, dificultando ainda mais a dissipação do calor”. Por isso, em situações de calor intenso, tirar a proteção pode ajudar o aparelho a esfriar mais rapidamente.
Como saber se o celular está se protegendo
Lentidão, redução do brilho da tela, diminuição da velocidade de carregamento, alertas de superaquecimento e até desligamentos podem ser mecanismos de proteção do próprio aparelho, então não se assuste.
Fique atento apenas ao aquecimento excessivo e recorrente, perda perceptível de autonomia, carregamento mais demorado e travamentos frequentes.
Assim, a recomendação é que se o celular esquentou no Sol, coloque na sombra, em um ambiente ventilado, retire a capinha e espere o resfriamento acontecer de forma gradual. Quer saber por que seu celular esquenta tanto? Entenda o que acontece por dentro.
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