
O novo CEO da Remedy Entertainment, Jean-Charles Gaudechon, defendeu que o estúdio precisa encontrar um público maior para franquias como Control e Alan Wake. Em entrevista ao The Game Business nesta terça-feira (26), o executivo da desenvolvedora finlandesa lamentou o desempenho dos jogos no mercado dizendo que "poderiam fazer algumas melhorias" para que seus jogos alcançassem uma audiência mais ampla.
Gaudechon tem um histórico um pouco distante do perfil da Remedy. O novo CEO da empresa passou cinco anos na Electronic Arts com foco nas versões de PC e mobile de FIFA, além de passagens por outros projetos ligados a esporte, entre eles dois anos na gerência do fantasy game da NFL.
O background do executivo deixou fãs do estúdio e membros da indústria preocupados com o futuro da Remedy. "A Remedy é um dos poucos estúdios que são genuinamente apoiados pelos jogadores", afirmou Gaudechon.
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A nova disposição chega em um momento decisivo para a companhia finlandesa. Por um lado, o estúdio se prepara para o lançamento de Control: Resomnant, que promete expandir o que foi visto em 2019 com Jesse. Por outro lado, o estúdio lida com o fracasso de FBC: Firebreak, que teria derrubado o ex-CEO da Remedy, Tero Virtala, após nove anos como chefe da desenvolvedora.
Alan Wake e Control deveriam ter vendido mais
Embora aclamado pela crítica e pelos jogadores, Alan Wake 2 levou mais de um ano para lucrar de fato. "Control, Alan Wake, etc. poderiam render muito mais", comentou Gaudechon. "Existe uma visão de pensar grande para algumas dessas IPs, que precisam encontrar seu público muito, mas muito além do público atual. É super empolgante."
"É uma pena, acho que Alan Wake deveria ter vendido mais. Control deveria ter vendido mais. Para mim, essa é uma das primeiras coisas que precisamos corrigir, até mesmo antes de tentar fazer mais jogos, até certo ponto. Em primeiro lugar, maximizar o potencial dos que já temos, porque eles são incríveis. E o cross-media vai nos ajudar a fazer isso", finaliza Gaudechon.
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