"É traição": mecânica de namoro em GTA 6 vira polêmica e faz parceiras proibirem o jogo

"É traição": mecânica de namoro em GTA 6 vira polêmica e faz parceiras proibirem o jogo

As definições de “corno” foram atualizadas com sucesso: o relacionamento de Jason e Lucia em GTA 6 tirou o sono de muita gente e levou diversas parceiras a proibir que seus namorados e maridos comprem a experiência da Rockstar.

O jogo promete se aprofundar bastante no romance entre os dois personagens, com a possibilidade de levar a protagonista a encontros, dar as mãos e alimentar os sentimentos de vários modos possíveis (talvez não todos, diga-se de passagem).

Isso causou uma verdadeira reação em redes sociais como o TikTok, que revelou uma quantidade considerável de pessoas que estão preocupadas em se tornar “cornas digitais” e perderem espaço na vida real para Lucia ou Jason. 

A regra nestas plataformas é clara: quem quiser jogar GTA 6 terá de fazer isso em sua solteirice para não haver uma traição por um modelo tridimensional. Na prática, o debate se tornou acalorado e mostrou um cenário quase distópico.

Uma TikToker clama que todos se conscientizem do que a Rockstar fará em Grand Theft Auto VI, assim como a ideia de se relacionar com duas pessoas (mesmo uma no formato digital) é inconcebível em um relacionamento saudável:

“Absolutamente não há um caminho humanamente possível para meu noivo jogar GTA 6. Você literalmente tem de manter um relacionamento com uma garota no videogame, mandar mensagens e ela fica brava se ele não responder. Terá de levá-la em encontros e até ter relações físicas com ela. Não deixe seu namorado, noivo ou marido jogar”, revela a influenciadora.

A discussão vai longe, mas é importante lembrar que o título não obrigará os jogadores a se relacionarem com seus parceiros virtuais. Em Grand Theft Auto VI, Jason e Lucia começam como um casal, mas manter isso dependerá da decisão de cada jogador.

Relacionamentos além de GTA 6

É importante pontuar que esta mecânica que cria “cornos digitais” não é uma novidade no mundo dos games. A Rockstar não reinventou a roda, já que é possível nutrir relações em franquias como The Sims, Persona e até mesmo na série de RPG tático Fire Emblem.

Dinâmicas como encontros, presentes e até o emblemático “oba oba” nunca se tornaram um debate sério e que divide famílias. Por GTA 6 atingir um certo nível de realismo, é notável que passa a surgir uma certa preocupação — contudo, não é algo que o estúdio tenha criado do zero ou que nunca tenha sido visto no passado.

Existem várias camadas neste debate, que passam até por pessoas que ganham intimidade com inteligências artificiais e a própria insegurança que carregamos conosco: afinal de contas, como disputar com Lucia, criada para ser uma “femme fatale” e com um nível gráfico acima da média? 

Contudo, em vez de chegar ao ponto de proibir alguém de jogar ou de sentir o relacionamento ruir, talvez ter um diálogo e ambos os lados exporem a forma como enxergam e se sentem quanto a tudo isso pode tornar a situação menos “sombria”. 

Fora do ambiente de jogos, relacionamentos são feitos de confiança e com uma conexão forte entre duas pessoas. Se GTA 6 ameaça isso, é importante repensar a situação para criar uma conversa que acerte os ponteiros dos pombinhos. 

Além disso, o plano destas pessoas de impedir que seus parceiros joguem o título pode ir por água abaixo: a pré-venda de GTA 6 explode em 436% após evento na Netflix, um número que mostra que não haverá muita gente que ficará de fora do novo jogo da Rockstar.  

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