Um iPhone 17 Pro despencou de uma altura superior a 30 km e continuou funcionando após atingir o solo. O teste foi realizado no dia 24 de junho pela fabricante de acessórios RhinoShield em parceria com a empresa aeroespacial britânica Sent Into Space, e o experimento entrou para o Guinness World Records.
O celular estava protegido apenas por uma capinha da RhinoShield do modelo AirX quando foi levado até a estratosfera por um balão de alta altitude. Depois, o aparelho foi solto a 30.607 metros do solo, mais de três vezes acima da altitude em que aviões comerciais costumam voar, que gira em torno de 9 mil metros.
O experimento aconteceu em Kiruna, na Suécia, e rendeu às empresas o recorde de maior queda de um celular protegido por uma capa em terreno natural. O iPhone foi recuperado sem danos aparentes depois de atingir uma região desabitada próxima ao Esrange Space Center.
O teste também seguiu regras específicas do Guinness, que proibiam o uso de paraquedas e exigiam que a própria capa entrasse em contato com o chão primeiro. Antes da missão, a equipe submeteu o acessório a testes de congelamento e de pressão atmosférica para simular algumas das condições encontradas na estratosfera.
Capa usa sistema inspirado em airbags
A capa AirX usada no experimento conta com uma estrutura de amortecimento inspirada nos airbags dos carros e nas bolsas de ar encontradas em alguns calçados esportivos. A RhinoShield destaca ainda que câmaras internas ajudam a absorver a energia do impacto e distribuí-la de forma gradual para reduzir a força transmitida ao aparelho.
A fabricante chama a tecnologia de ShockSpread, combinada a uma câmara de ar que envolve o aparelho em 360 graus e a uma estrutura de compressão criada para redistribuir os impactos.
O acessório também utiliza uma construção feita com um único tipo de material, o que facilita a sua reciclagem. A RhinoShield afirma que desenvolveu mais de 150 protótipos durante o projeto até chegar ao desenho utilizado no produto comercial.
Mujou Hsiao, gerente de experiência de marca da RhinoShield, afirma que a ideia de lançar o iPhone de mais de 30 mil metros de altura surgiu depois do lançamento da AirX, quando o fundador da empresa, Eric Wang, sugeriu colocar a resistência da capa à prova em uma tentativa de recorde.
“Inicialmente, sugerimos ideias como realizar 50 quedas consecutivas de 15 metros ou buscar o título de ‘capa monomaterial mais resistente’. Mas queríamos literalmente levar a proteção a novas alturas, então começamos a considerar balões de ar quente, paraquedismo e balões meteorológicos. No fim, Eric disse: ‘Se vamos subir, então vamos o mais alto que for humanamente possível’”, destacou Hsiao.
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iPhone levou mais de cinco horas para ser encontrado
Para além da altura de lançamento e de todo o sistema utilizado para realizar o experimento, outro desafio fez parte do teste: encontrar o celular. A região escolhida é praticamente desabitada, e o mecanismo de rastreamento conseguiu restringir a área de busca do aparelho a cerca de 2 km.
Ainda assim, a equipe levou mais de cinco horas para encontrar o iPhone. Apenas quatro integrantes puderam participar da busca inicial de helicóptero por causa das limitações de carga da aeronave, entre engenheiros responsáveis pelo rastreamento e profissionais que registravam o experimento.
Hsiao afirmou que, apesar da confiança nos testes realizados anteriormente, alguns fatores ainda eram imprevisíveis, o que gerou apreensão sobre as buscas e as chances de encontrar o aparelho intacto.
“Foi uma mistura de alívio intenso e admiração! Confiávamos na tecnologia por trás da AirX, mas os fatores externos estavam completamente fora do nosso controle, como ventos laterais imprevisíveis, velocidade de descida, o tipo de superfície onde o aparelho poderia cair e até a pressão do tempo, já que ficaríamos em Kiruna por apenas uma semana”, enfatizou Hsiao.
O êxito no experimento garantiu oficialmente à RhinoShield e à Sent Into Space o registro no Guinness World Records. Vale destacar, no entanto, que o resultado representa um teste extremo e bastante específico e não significa que qualquer queda sofrida por um celular equipado com a capa produzirá o mesmo resultado.
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