Europol prende 34 hackers da Black Axe, que roubou R$ 37 milhões mundialmente

Na última sexta-feira (9), a Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial) anunciou a prisão de 34 sujeitos na Espanha, acusados de fazerem parte da organização criminosa internacional Black Axe.

A operação, conduzida pela Polícia Nacional da Espanha, teve coordenação com o Escritório de Polícia Criminal da Bavária e a Europol, com 28 prisões sendo realizadas em Sevilha, três em Madrid, duas em Málaga e uma em Barcelona, todas cidades espanholas.

Os crimes da Black Axe

Em comunicado, a Europol afirmou que a rede criminosa é conhecida pelo envolvimento em diversas atividades ilegais, de fraude cibernética a tráfico de drogas, tráfico humano e prostituição, sequestro, roubo armado e práticas espirituais fraudulentas. Estima-se que o prejuízo gerado pelas fraudes chegue a €5,93 milhões (mais de R$ 37 mi).

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Além das prisões, as autoridades europeias também congelaram €119.352 (R$ 748 mil) em contas bancárias e apreenderam €66.403 (R$ 416 mil) em dinheiro durante as buscas domésticas. Black Axe é um grupo hierárquico que teve origem na Nigéria em 1977, antes de se espalhar pelo mundo. Há cerca de 30.000 membros registrados, com outros afiliados como mulas de dinheiro e facilitadores.

Os crimes da organização vão de lavagem de dinheiro a atividades cibernéticas fraudulentas, como comprometimento de e-mails corporativos por hackers, golpes de engenharia social como romances e heranças falsas, fraudes de imposto e de cartão de crédito e muito mais.

Em julho de 2024, a Interpol confiscou R$ 26 milhões em criptomoedas, ativos e itens de luxo em duas operações subsequentes, que também levaram a mais de 400 prisões e identificação de milhares de suspeitos.

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