Funcionários perdem mais de 6 horas por semana corrigindo erros de IA

Uma pesquisa realizada pela empresa Glean revelou que os profissionais do Reino Unido estão gastando, em média, 6,3 horas por semana supervisionando e corrigindo erros de ferramentas de inteligência artificial.

O monitoramento constante das plataformas digitais, batizado pelo mercado como "botsitting", consome metade das 12 horas que os funcionários economizam semanalmente por meio da automação de processos.

De acordo com o levantamento divulgado pelo portal TechRadar, 90% dos profissionais britânicos do setor de tecnologia utilizam IA no ambiente corporativo, superando o índice de 84% registrado nos Estados Unidos. Apesar da alta taxa de adoção, apenas 42% das empresas são classificadas como focadas prioritariamente em IA pelos seus colaboradores.

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O estudo aponta um descompasso entre a percepção individual e o resultado institucional. Cerca de 78% dos entrevistados afirmam que os sistemas de automação aumentam a produtividade individual. Mas somente 18% acreditam que a introdução dessas tecnologias gera impactos significativos no desempenho geral da organização.

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Pesquisa revela que os profissionais gastam mais tempo corrigindo erros de inteligência artificial do que estruturando as solicitações iniciais nas empresas (Imagem: Reprodução/Zach M/Unsplash)

Custo oculto da produtividade com IA

A necessidade de validação constante das respostas geradas redefiniu as atribuições diárias dos profissionais. Atualmente, o tempo dedicado à revisão e ao controle de qualidade das tarefas executadas pela inteligência artificial (38%) supera o tempo gasto na criação de comandos e solicitações iniciais (36%).

A Glean indica que mais de um terço das sessões realizadas com ferramentas de inteligência artificial falham totalmente. Essa instabilidade técnica gerou retrabalho para 77% dos profissionais no último mês e para 26% deles na última semana, exigindo que textos, códigos ou análises fossem refeitos ou corrigidos.

A diretora do Work AI Institute, Rebecca Hinds, afirmou que muitas corporações avaliam a eficiência da tecnologia de forma superficial, baseando-se em métricas de vaidade como o volume de acessos e a quantidade de comandos enviados.

Segundo a especialista, os ganhos reais de produtividade corporativa são superestimados devido ao volume de trabalho invisível necessário para mitigar as falhas operacionais dos robôs.

Mas, o uso de IA para tarefas mais simples da rotina de trabalho é um ganho de produtividade significativo. No Canaltech, você confere como usar o ChatGPT para revisar um texto mantendo a forma como você escreve.

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