
A terceira edição da Gamescom Latam chega com lançamentos confirmados de Warner Bros., EA, Riot e Remedy, e com expectativa de superar os 130 mil visitantes da edição anterior. O evento acontece de 30 de abril a 3 de maio no Pavilhão A&B, em São Paulo. LEGO Batman está entre os títulos que serão lançados durante os dias do evento.
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Para o CEO da Gamescom Latam, Gustavo Steinberg, a presença dessas empresas é resultado de uma construção gradual de confiança com os grandes publishers. "É uma indústria de relacionamento e você tem que mostrar como entregar as coisas direito", disse ele ao Podcast Canaltech desta terça-feira (28).
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Ao todo, a organização projeta mais de 70 lançamentos, contando títulos indie e grandes publishers, além de duas arenas dedicadas a esportes eletrônicos, uma delas, com a final de Copa Libertadores de EA Sports. O evento contará ainda com 1,2 mil influenciadores credenciados e desconto em loja de games online para todos que comprarem ingresso, válido até 31 de dezembro.
Segundo a Pesquisa Game Brasil 2026, 75,3% dos brasileiros afirmam jogar jogos digitais. O país já lidera a América Latina em receita no setor, e projeções da PwC estimam que a indústria brasileira possa atingir US$ 2,8 bilhões em 2026.
Brasil aguarda seu blockbuster
A expansão do evento também reflete o novo posicionamento do Brasil no mercado global.
Steinberg aponta que o país saiu da condição de apenas consumidor e passou a ser visto pelos grandes publishers como polo de desenvolvimento, mas reconhece que falta um salto. "A gente já é reconhecido como polo produtor de games de qualidade. O que a gente não tem ainda é um jogo que explodiu", disse o CEO.
Os estúdios brasileiros concentram produção no segmento indie e double-A. A qualidade técnica é aceita internacionalmente, mas o chamado blockbuster global ainda não surgiu. Steinberg considera que todas as condições estruturais já estão dadas.
Sobre inteligência artificial, o executivo vê potencial quando a tecnologia é usada para ampliar o desenvolvimento com recursos limitados. "São ferramentas que podem ser democratizantes no sentido de transformar boas ideias em bons jogos com recursos mais limitados", afirmou, ressaltando que o uso ético faz diferença no resultado.
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