
O Google alterou o sistema de limites do Gemini para um modelo baseado em janelas de 5 horas. A mudança já está ativa e afeta tanto usuários gratuitos quanto assinantes pagos. Em vez de contar o número de mensagens enviadas, o sistema agora limita o uso pela quantidade de processamento usado, o que deixou o controle menos previsível e gerou críticas.
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Ao atingir o limite, o usuário fica temporariamente bloqueado até a liberação da próxima janela. Em horários de maior demanda, há relatos de que poucas interações já são suficientes para esgotar a cota disponível, o que reforçou comparações com o Claude, que também adota restrições baseadas em capacidade em momentos de pico.
O problema, segundo alguns usuários, é que até erros gerados pela própria IA entram nessa contagem. Assim, quando o Gemini apresenta respostas incorretas e há necessidade de refazer ou corrigir a solicitação, esse novo processamento também consome parte do limite, o que gera mais frustração do público.
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A insatisfação também cresce porque o Google, apesar de ser uma empresa maior e com mais recursos do que a Anthropic, vem adotando limites rígidos ao mesmo tempo em que integra a IA de forma ampla em praticamente todos os seus produtos, o que leva parte dos usuários a considerar a decisão contraditória.
O Google afirma que já corrigiu falhas iniciais do sistema e disponibiliza um painel nas configurações para acompanhar o consumo em tempo real. Nesse ponto, o Gemini oferece mais transparência, já que o usuário consegue ver o uso acumulado — algo que não ocorre no Claude, em que usuários gratuitos só percebem o limite ao serem bloqueados.
O que o Gemini poderia aprender com o Claude?
Apesar das críticas, o Gemini ainda tem vantagens, como integração com serviços do Google e suporte a vários tipos de conteúdo, incluindo texto, imagem e outros formatos multimodais. Mesmo assim, muitos usuários apontam o Claude como mais confiável em tarefas complexas, com desempenho mais estável em períodos de maior uso.
O Claude também apresenta maior precisão nas respostas e menor incidência de “alucinações”, termo usado quando a IA gera informações incorretas com aparência de certeza. Além disso, oferece formas avançadas de apresentação, como cartões interativos para receitas, cronogramas e visualizações de dados.
Nas integrações, a Anthropic permite conexões flexíveis com ferramentas externas, incluindo permissões mais detalhadas, como acesso apenas de leitura em serviços, como acontece com o Asana. Já o Gemini opera de forma restrita nesse ponto, com um modelo simplificado de ativação e desativação para poucos serviços fora do ecossistema Google.
No uso em dispositivos móveis, o Claude consegue enviar lembretes para aplicativos de tarefas escolhidos pelo usuário. O Gemini, por outro lado, direciona esse tipo de função para ferramentas próprias, como o Google Agenda.
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