O Instagram apresenta dificuldades para conter vídeos de assédios e pegadinhas filmadas em público com os óculos inteligentes da Meta. De acordo com o site Business Insider, perfis que publicam gravações potencialmente invasivas seguem ativos na plataforma mesmo após decisão da empresa de combater esse tipo de conteúdo.
No mês passado, o chefe da rede social, Adam Mosseri, afirmou que o serviço iria derrubar vídeos postados com o objetivo de assediar ou levar vantagem sobre pessoas desconhecidas.
"Não queremos que as pessoas filmem outras às escondidas, as assediem e depois publiquem esses vídeos em nossa plataforma. Por isso, estamos tentando combater isso de todas as formas possíveis”, disse o executivo em conversa no próprio perfil da rede.
No entanto, a reportagem original ainda identificou contas com vídeos abordando pessoas aleatórias. Alguns posts foram derrubados e uma hashtag frequentemente usada ao tipo de conteúdo foi limitada, mas o caso revela dificuldades para moderar a onda de publicações.
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Dilema com os óculos da Meta
A Meta tem uma razão simples e mercadológica para conter os vídeos de assédio gravados com os Smart Glasses: um conteúdo prejudicial para o Instagram filmado por um produto da própria Big Tech pode afetar a reputação da companhia.
Porém, os óculos inteligentes levantam uma discussão ainda mais delicada sobre o uso na sociedade, principalmente por oferecer gravações ininterruptas. Ao contrário de um celular, por exemplo, a pessoa não necessariamente pode saber que está sendo filmada.
Como consequência, tribunais da Inglaterra e do País de Gales baniram o uso desses óculos durante as sessões.
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