
A KLM Cityhopper, subsidiária regional da holandesa KLM, realizou nesta terça (9) o primeiro voo comercial de passageiros à Alemanha com um avião abastecido com querosene sintético sustentável (e-SAF). A operação histórica ligou a cidade de Amsterdã a Hamburgo, e foi executada por um jato brasileiro Embraer E195-E2.
Os tanques da aeronave foram abastecidos com a mistura com 5% do novo combustível alternativo. Produzido a partir de água, dióxido de carbono (CO₂) e eletricidade renovável, o e-SAF empregado na rota europeia é capaz de reduzir as emissões poluentes em mais de 90% em comparação ao querosene fóssil tradicional.
O composto foi produzido pela Ineratec e, segundo a companhia aérea, o sucesso do voo mostra a viabilidade técnica do combustível sintético para voos comerciais. Mesmo assim, a empresa reconhece que há desafios, como a disponibilidade limitada do produto.
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Combustível sustentável na aviação
O voo entre Amsterdã e Hamburgo exigiu o uso de aproximadamente 200 litros da nova mistura de combustível, mas sua adoção em massa da tecnologia ainda encontra alguns obstáculos, como a baixa capacidade produtiva da indústria e as cifras que ainda são proibitivas — basta considerar que, atualmente, o combustível sintético de aviação custa cerca de oito vezes mais do que o querosene de origem fóssil e é quatro vezes mais caro que as opções de SAF convencionais.
Por outro lado, a nova legislação da União Europeia exige que a matriz de combustíveis do transporte aéreo incorpore pelo menos 1,2% de alternativas sintéticas sustentáveis até o início da próxima década. No entanto, a KLM alerta que o ritmo de produção no continente está criticamente distante desse objetivo climático, e que segue apoiando as metas e iniciativas voltadas para reduzir as emissões na aviação.
Enquanto as companhias aéreas buscam formas de reduzir as emissões de poluentes, já se perguntou por que o combustível dos aviões fica nas asas?
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