Uma reportagem exibida pelo Fantástico no dia 10 de agosto mostrou o caso de um advogado do Paraná que perdeu cerca de R$ 600 mil no golpe da falsa central bancária, com a conta esvaziada, o cheque especial usado e um financiamento contratado em seu nome. Ele não conseguiu reaver o prejuízo.
O caso reacende uma dúvida comum entre correntistas: como identificar esse tipo de fraude e o que fazer diante de uma abordagem suspeita. Abaixo, entenda como funciona esse tipo de golpe e muito mais:
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O que é o golpe da falsa central bancária
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Como funciona a fraude
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Quais são suas principais versões
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Como identificar uma ligação suspeita
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O que fazer depois de cair no golpe
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Se o banco precisa devolver o dinheiro
O que é o golpe da falsa central bancária?
O golpe se trata de uma fraude de engenharia social. O criminoso se passa por funcionário de banco ou de outra instituição financeira para convencer a vítima de que existe um problema com sua conta, cartão ou alguma transação.
Não é necessário invadir o sistema bancário, já que o golpista manipula a própria vítima para obter dados ou induzi-la a realizar operações.
A abordagem pode chegar por ligação, SMS, WhatsApp ou outros canais, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Nem toda ligação de banco é golpe, mas deve chamar atenção o que o suposto atendente pede que o cliente faça. No caso que mostrou o Fantástico, os golpistas usaram nome, foto e até o telefone da gerente real da vítima.
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Como funciona o golpe da falsa central bancária?
A fraude segue uma lógica parecida, mesmo quando muda a forma de contato. O criminoso cria um problema falso, como uma compra não reconhecida, e gera urgência para evitar que a vítima verifique a informação. O golpista já tem, em geral, dados pessoais e bancários dela, e pode transferir a conversa para um suposto gerente ou especialista de segurança.
A etapa decisiva ocorre quando a vítima é induzida a realizar ações no aplicativo, acreditando estar protegendo a própria conta. É o que caracteriza a engenharia social, a manipulação psicológica para que ela mesma autorize a operação fraudulenta, que pode terminar em transferências, pagamentos ou empréstimos indevidos.
Quais são as principais versões do golpe?
A Febraban descreve diferentes formatos do mesmo crime, entre eles:
- Ligação de um falso gerente que alega descontos indevidos ou clonagem de cartão;
- Mensagem por SMS ou WhatsApp sobre uma suposta compra;
- Abordagem de um falso setor de segurança, que orienta a vítima a transferir recursos para uma conta segura durante uma suposta apuração.
Criminosos ainda recorrem a softwares que mascaram o número de origem da chamada para simular uma ligação vinda do banco, prática conhecida como spoofing. A lógica de manipulação se repete, ainda que o canal mude.
Como saber se uma ligação do banco é verdadeira?
Uma ligação pode até ser legítima, mas alguns pedidos são sinais claros de fraude.
Desconfie sempre que o suposto atendente pedir senha, código de autenticação, dados pessoais completos ou instalação de aplicativos. O mesmo vale para pedidos de acesso remoto ao celular e para orientações de fazer Pix ou pagamento para cancelar, estornar ou regularizar uma operação.
Segundo a Febraban, bancos não pedem senhas, dados pessoais ou instalação de aplicativos por telefone, nem pressionam o cliente a agir com urgência. A recomendação é desligar e procurar a instituição pelos canais oficiais, como o aplicativo, o site ou o número no verso do cartão.
O que fazer se você cair no golpe?
O primeiro passo é contatar o banco imediatamente pelos canais oficiais e relatar a fraude, solicitando o bloqueio ou a contestação das operações.
Em transações por Pix, é possível pedir o Mecanismo Especial de Devolução, o MED, criado pelo Banco Central para tentar recuperar valores desviados em casos de golpe. O pedido deve ser feito o quanto antes, dentro do prazo de até 80 dias após a transação, já que a devolução não é automática nem garantida.
Também é recomendável registrar boletim de ocorrência, guardar comprovantes e mensagens, e comunicar o banco caso o golpe tenha resultado em empréstimo não reconhecido.
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O banco é obrigado a devolver o dinheiro?
Não existe uma regra pela qual o banco sempre precisa devolver automaticamente o valor perdido em um golpe de falsa central. No caso do Pix, o pedido pelo MED é analisado entre as instituições envolvidas e o resultado depende de fatores como a existência de saldo na conta de destino.
O Superior Tribunal de Justiça reforçou esse entendimento em julgamento de julho de 2026. A Terceira Turma decidiu, por unanimidade, que a responsabilidade do banco por prejuízos com o golpe da falsa central depende da comprovação de falha na prestação do serviço, como a ausência de identificação de transações incompatíveis com o perfil do cliente. No caso analisado, o colegiado manteve decisão que negou indenização a uma cliente, já que os valores transferidos não destoavam do padrão de movimentação de sua conta.
Isso não significa que a vítima nunca tenha direito à reparação. A responsabilidade varia conforme as circunstâncias de cada caso e a existência de falhas de segurança da instituição financeira.
Fique atento também ao que você compartilha com o ChatGPT; entenda os perigos e armadilhas dessa prática.
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