OpenAI lança novo modelo de IA GPT-5.4-Cyber; quais as novidades?

A OpenAI lançou, na última terça-feira (14), um novo modelo de inteligência artificial (IA) focado em segurança cibernética. Identificado como GPT-5.4-Cyber, trata-se de uma nova versão do GPT-5.4 que, segundo a companhia, é mais permissiva a alguns tipos de solicitações.

Segundo a companhia liderada por Sam Altman, essa estratégia de reduzir as restrições tem o objetivo de possibilitar que a IA seja usada por pesquisadores e companhias para desenvolver medidas focadas em cibersegurança.

Além de não bloquear solicitações relacionadas à segurança e conseguir auxiliar os usuários em tarefas que antes seriam barradas, outro destaque do novo modelo é o que a OpenAI define como engenharia reversa de software.

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Na prática, significa que o GPT-5.4-Cyber consegue ajudar a analisar programas já compilados, os conhecidos binários. Esse processo pode resultar na identificação de malwares, vulnerabilidades e na avaliação geral da segurança do software, tudo isso sem precisar do código-fonte.

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Novo modelo de IA da OpenAI é mais permissivo a alguns tipos de solicitações (Imagem: Jonathan Kemper/Unsplash)

Acesso restrito e concorrência com a Anthropic

A OpenAI argumenta, entretanto, que a característica mais permissiva a solicitações do novo modelo evidenciou a necessidade de oferecer acesso limitado à tecnologia. Fornecedores de segurança, organizações e pesquisadores selecionados são alguns dos grupos que poderão testar a ferramenta.

Essa liberação restrita faz parte do programa Trusted Access for Cyber (TAC) da empresa, que exige verificação de identidade e define diferentes níveis de uso para utilizar tecnologias focadas em segurança. O objetivo da empresa com esse método é garantir avanços em segurança digital sem facilitar abusos da IA.

O comunicado de lançamento do GPT-5.4-Cyber mostra uma mudança de estratégia por parte da OpenAI, que deixa de limitar o que a tecnologia pode oferecer, ao passo que passa a focar em controlar quem pode utilizá-la.

“Não acreditamos que seja prático ou apropriado decidir centralmente quem tem o direito de se defender. Em vez disso, nosso objetivo é capacitar o maior número possível de defensores legítimos, com acesso fundamentado em verificação, sinais de confiança e responsabilização”, destaca a companhia.

O lançamento da OpenAI acontece pouco após a Anthropic anunciar o Mythos Preview. O modelo, com alto nível de raciocínio, também foi projetado para explorar vulnerabilidades em software, motivo pelo qual foi disponibilizado apenas a um grupo seleto de organizações focadas em segurança digital e infraestrutura crítica.

Se você tem interesse em programação e está em busca de auxílio da IA para escrever, revisar e enviar código, vale conferir o guia que o Canaltech preparou sobre o funcionamento do ChatGPT Codex.

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