Poucas promoções e rotina exaustiva: o lado B de trabalhar na Nintendo

Poucas promoções e rotina exaustiva: o lado B de trabalhar na Nintendo

Os ex-funcionários da Nintendo of America, Kit Ellis e Krysta Yang, compartilharam os prós e contras de trabalhar na Nintendo por mais de uma década em um episódio do podcast Kit & Krysta, publicado na última quinta-feira (30).

A dupla trabalhou por mais de 12 anos cada na subsidiária da Big N na América do Norte em cargos relacionados às áreas de vendas, marketing e relações públicas. Um dos pontos positivos mais notáveis levantados pelos apresentadores foi com relação à liderança da Nintendo.

“Os líderes do mais alto nível da empresa têm integridade e realmente se importam com a empresa e seus funcionários”, afirmou Ellis. Os ex-funcionários destacaram Satoru Iwata, além de Shuntaro Furukawa, Reggie Fils-Aimé, Doug Bowser, Devon Pritchard “e todo esse grupo” como exemplos de honestidade dentro da liderança. Segundo ele, a gestão demonstra uma preocupação real com os colaboradores.

“Mais do que nunca, você compara isso com as pessoas que comandam essas outras empresas, onde parece que estão aplicando um golpe para sugar a empresa até a última gota e lucrar o máximo que puderem antes de sair”, destacou. Segundo a dupla, essa postura se reflete na forma como a marca lida com cortes. Diferentemente de outras fabricantes do setor, como a Sony e da Microsoft, a Nintendo raramente se vê envolvida em demissões em massa.

Como nem tudo são flores, Ellis desabafou sobre o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho na empresa, o qual, segundo ele, simplesmente não existia. “Isso não é exclusivo da Nintendo nem nada do tipo. Não é que ela seja a única empresa no mundo assim, mas é um lugar onde não há nenhuma empatia em relação ao ritmo de trabalho”, afirmou.

Ellis e Krysta também destacaram as longas jornadas, o ritmo exigente sob constante pressão por prazos apertados e a falta de flexibilidade com essas demandas. A dupla acrescentou a dificuldade para subir na hierarquia da empresa, além de funções que podem se tornar monótonas e repetitivas, com poucas oportunidades de crescimento e aprendizado.

A Nintendo é tão boazinha assim?

Apesar dos comentários positivos de Ellis e Krysta sobre a liderança da Nintendo e do fato da japonesa estar longe de crises frequentes de demissões em massa, ela não é infalível. No ano passado, a Nintendo of America demitiu cerca de 200 funcionários e terceirizou parte de suas operações de suporte ao cliente para agências da América do Sul.

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