Preço do iPhone pode disparar em 2027; entenda desdobramento da crise

Nesta quarta (29), novos relatórios indicam que o preço do iPhone pode disparar até 2027, impulsionado por uma forte alta no custo de memória. Segundo análises da empresa JPMorgan, esse tipo de componente pode saltar de cerca de 10% para até 45% do custo total de fabricação de um iPhone nos próximos anos.

O principal fator por trás dessa possível alta é a corrida global por infraestrutura de inteligência artificial. Empresas de tecnologia estão investindo bilhões em data centers capazes de rodar modelos avançados, o que aumenta drasticamente a demanda por memórias como DRAM e NAND.

Com isso, fabricantes tradicionais passam a competir diretamente com gigantes da IA por fornecimento. Esse cenário reduz o poder de negociação de empresas como a Apple.

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Uma coisa a se levar em consideração é que o mercado tem mudado sua dinâmica, e em vez de negociar preços após definir volumes, empresas estão pagando antecipadamente para garantir capacidade produtiva, algo que pressiona ainda mais os custos.

Impacto direto no preço do iPhone

A Apple deve enfrentar uma decisão estratégica importante: absorver o aumento dos custos ou repassar ao consumidor. Os analistas apontam que a empresa pode optar por elevar os preços, especialmente se quiser manter suas margens de lucro.

Por outro lado, existe a possibilidade de a marca priorizar participação de mercado, evitando reajustes agressivos, principalmente em países onde enfrenta concorrência acirrada.

Preço do iPhone pode disparar em 2027 (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)

Apesar do cenário preocupante, existem visões divergentes. Há quem acredite que a Apple ainda esteja protegida no curto prazo graças a contratos de longo prazo com fornecedores. Estimativas anteriores apontavam que a crise da memória RAM não vai afetar preços do iPhone.

Mas a empresa pode adotar mudanças em sua linha de produtos. Há indicações de que lançamentos futuros serão escalonados, com modelos mais caros chegando primeiro ao mercado.

Apple pode ignorar crise

Em contrapartida, rumores também apontam que Apple vai ignorar crise da RAM e lançar iPhone com mais memória, elevando o padrão para até 12 GB em todos os modelos. É uma resposta à crescente demanda por recursos de inteligência artificial nos dispositivos.

Também há especulações de redução de custos em versões mais acessíveis, com possíveis cortes em desempenho, componentes e recursos.

Então o cenário ainda é incerto, mas já vemos que  a crise global de memória, impulsionada pela inteligência artificial, deve transformar profundamente o mercado de smartphones. Para o consumidor, isso pode significar iPhones mais caros ou mudanças significativas na estratégia da Apple para equilibrar custos e competitividade. Em meio a esse cenário, A Motorola já fez ajustes. Depois da Motorola, Samsung também aumenta de preços de celulares devido à crise.

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