
Fabricantes como Samsung, LG, Hisense, Sony e TCL estão sendo acusadas de espionar consumidores no Texas por meio de suas smart TVs. As denúncias levaram a decisões judiciais preliminares que já obrigam algumas dessas empresas a suspender práticas consideradas invasivas, enquanto o caso segue em análise pela Justiça.
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A Justiça do Texas concedeu uma ordem temporária que impede a Samsung de continuar coletando, usando ou compartilhando dados de consumidores texanos por meio de suas TVs. A decisão atende a um pedido do procurador-geral do estado, Ken Paxton, que moveu ações contra a empresa e outras fabricantes no mês passado.
Essa medida, chamada de ordem de restrição temporária, vale como um bloqueio imediato e preventivo. Ela não decide o mérito do processo, mas impede que a prática continue enquanto a Justiça analisa o caso com mais profundidade.
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O que motivou as acusações de espionagem
Segundo as ações judiciais, as fabricantes estariam utilizando uma tecnologia que identifica o que aparece na tela da TV. De forma simplificada, o sistema registra imagens do conteúdo exibido na televisão a cada fração de segundo e envia essas informações para servidores das próprias empresas e de parceiros comerciais.
O ponto central da acusação é que essa coleta de dados teria ocorrido sem o consentimento claro dos usuários. Para o estado do Texas, isso representa uma violação da privacidade dos consumidores.
Outras marcas também estão na mira
Além da Samsung, a Justiça já concedeu uma ordem semelhante contra a Hisense. O procurador-geral também processou LG, Sony e TCL, e a expectativa é que decisões parecidas sejam tomadas contra essas empresas, já que os processos ainda estão em fase inicial.
As ordens atuais têm caráter provisório e servem apenas para interromper as práticas questionadas até que haja uma decisão mais definitiva.
Uma audiência está marcada para a próxima sexta-feira (9). Nela, tanto o estado do Texas quanto as empresas envolvidas devem apresentar provas para que o juiz decida se será emitida uma ordem temporária mais duradoura, válida até o julgamento final.
Caso não haja prorrogação, a ordem atual contra a Samsung expira no dia 19. O processo, no entanto, deve se estender por mais tempo, já que a Justiça ainda vai analisar se houve, de fato, espionagem e uso indevido de dados dos consumidores.
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