
A Samsung Electronics, em parceria com o Laboratório de Fotônica em Nanoescala e Manufatura Integrada da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pohang (POSTECH), divulgou um avanço em telas 3D na revista Nature. O estudo detalha o desenvolvimento de tecnologias que dispensam o uso de óculos para a visualização de conteúdos tridimensionais.
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Como descrito pela empresa, o sistema opera por meio de uma lente de metassuperfície controlada por voltagem. Na prática, a solução permite alternar entre os modos 2D e 3D de forma eletrônica e em instantes.
A tecnologia poderá ser aplicada em celulares futuros da marca, e especula-se que o Galaxy S28 Ultra seria o escolhido para a estreia da novidade. A empresa validou o uso de um protótipo de 25 centímetros quadrados em painéis OLED, o que teria compatibilidade com as telas atuais de smartphones modernos.
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Dispositivos dobráveis com telas amplas também aparecem como candidatos ao recurso, o que pode ampliar a percepção de profundidade em conteúdos de vídeo e jogos. A tecnologia ainda tem potencial de uso em tablets, equipamentos de realidade aumentada, sistemas médicos e displays comerciais.
Como funciona a tela 3D da Samsung
A estrutura da lente realiza a manipulação da trajetória da luz de maneira distinta, em que o ajuste das propriedades focais do componente acontece através de impulsos elétricos.
No modo 2D, a lente de metassuperfície atua de forma côncava para compensar uma lente convexa traseira, o que faz com que a luz passe diretamente pelo conjunto óptico. Esse processo resulta em imagens nítidas e com alta resolução, adequadas para atividades de leitura ou navegação em páginas da internet.
Quando o modo 3D é ativado, a lente assume um comportamento convexo e trabalha em conjunto com a lente existente para redirecionar a luz em múltiplos ângulos. Esse mecanismo cria o efeito de campo de luz necessário para a percepção de volume e profundidade nas imagens exibidas.
A camada adicional apresenta uma espessura reduzida de aproximadamente 1,2 milímetro, dimensão que facilita a integração em pilhas de telas OLED já comercializadas. Portanto, seria possível adotar a solução sem provocar mudanças significativas no design dos produtos.
A solução desenvolvida pela Samsung amplia o ângulo de visão da tela 3D de 15 para 100 graus, o que possibilita que diversas pessoas visualizem o efeito tridimensional de forma simultânea a partir de posições variadas.
Diferente de métodos anteriores, esta tecnologia não precisa de sistemas de rastreamento ocular em tempo real para sustentar o efeito de profundidade, o que simplifica o uso do hardware e o processamento de dados.
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