A Lexar apresentou na IFA 2026 um SSD portátil que mais parece um cartão do que um dispositivo de armazenamento convencional. O Lexar Muse foi desenvolvido para se prender magneticamente à traseira do iPhone e oferecer armazenamento rápido para gravações pesadas, incluindo vídeos em 4K ProRes a até 120 fps.
O dispositivo chama atenção principalmente pela espessura. Nas bordas, o Muse mede apenas 1 mm, enquanto a região central chega a 3,8 mm. A Lexar afirma que o formato foi possível graças a uma placa de circuito impresso ultrafina personalizada e ao uso de memórias NAND empilhadas em alta densidade.
Apesar do tamanho reduzido, o Lexar Muse promete desempenho suficiente para lidar com arquivos de vídeo de alta resolução. A empresa informa velocidade de leitura de até 1.050 MB/s e gravação de até 1.000 MB/s.
Isso permite que o armazenamento seja utilizado como unidade externa durante gravações em Apple ProRes, formato que gera arquivos consideravelmente maiores do que os vídeos convencionais de um smartphone. Em iPhones compatíveis, o Muse pode acompanhar gravações em 4K a até 120 quadros por segundo.
A capacidade também foi pensada para esse tipo de uso. O SSD será vendido inicialmente em versões de 512 GB e 1 TB. Na capacidade maior, o armazenamento pode comportar aproximadamente 2 horas e 45 minutos de vídeo 4K ProRes, dependendo da configuração utilizada na gravação.
O objetivo da Lexar é resolver um problema comum de quem grava vídeos profissionais com o celular: o SSD externo costuma ficar pendurado na porta USB-C por meio de um cabo.
No Muse, a ideia é transformar o armazenamento em uma espécie de cartão magnético acoplado ao smartphone. O produto acompanha uma capa magnética de transporte que permite fixá-lo na parte traseira do iPhone durante a gravação.
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O acessório também pode ser utilizado com o aplicativo da Lexar, que oferece recursos como backup automático dos arquivos.
A solução tem uma pegadinha
Para conseguir reduzir tanto a espessura, a Lexar abriu mão da tradicional porta USB-C. Em seu lugar, o Muse utiliza um conector PogoPin magnético que se conecta ao cabo proprietário SnapLink.
Isso significa que o usuário precisa carregar o cabo específico para transferir os arquivos ou conectar o SSD a outros dispositivos. Há também uma desvantagem durante a gravação: como o cabo é conectado magneticamente, uma desconexão acidental pode interromper uma transferência ou gravação.
A própria ausência de uma porta USB-C convencional também limita a flexibilidade do produto em comparação com SSDs externos tradicionais.
A Lexar ainda não divulgou o preço do Muse nem uma data exata para o início das vendas. Até o momento, a empresa confirmou apenas que o SSD ultrafino será lançado no quarto trimestre de 2026, provavelmente próximo ao lançamento dos novos iPhones.
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