
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prepara um evento para selar o fim definitivo de uma era na comunicação brasileira. Na próxima segunda-feira, dia 9 de março, às 16h, a autarquia promove uma reunião com ex-presidentes do Gired para celebrar a conclusão do processo de desligamento da TV analógica no país.
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O Grupo de Implementação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired) foi o braço operacional de uma das maiores políticas públicas do setor. O trabalho do grupo garantiu a transição segura para o sinal digital e a liberação da faixa de 700 MHz, essencial para a expansão da conectividade 4G no Brasil.
Durante esse ciclo, o grupo coordenou a entrega de kits de recepção para famílias de baixa renda e monitorou o desligamento técnico em centenas de cidades. O encontro na sede da agência, em Brasília, serve como um reconhecimento institucional ao esforço que modernizou a infraestrutura nacional de telecomunicações.
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O próximo salto: TV 3.0 e a Copa de 2026
Com o capítulo analógico encerrado, o foco do setor agora se volta para a implementação da TV 3.0, batizada comercialmente como DTV+. A nova tecnologia promete uma ruptura com o modelo tradicional de sintonizar canais. A experiência será muito similar ao uso de aplicativos de streaming, com menus interativos em vez de números fixos.
A promessa é de um salto técnico expressivo, com suporte nativo para resolução 4K e tecnologia HDR via antena. No áudio, o sistema passa a ser imersivo e personalizável. O telespectador poderá, por exemplo, aumentar o som ambiente de um estádio de futebol e reduzir o volume da narração conforme sua preferência.
A interatividade também ganha força com a integração total à internet. Além de permitir compras diretamente pelo controle remoto durante comerciais, o sistema servirá para alertas de emergência em tempo real.
Compatibilidade e transição gradual
Apesar da expectativa para a Copa do Mundo de 2026, a adoção plena da TV 3.0 exige novos equipamentos. Como a codificação do sinal muda fisicamente, os televisores atuais não serão capazes de processar a tecnologia sem o auxílio de conversores externos ou a troca do aparelho por modelos compatíveis.
A boa notícia para o consumidor é que o sinal digital atual continuará ativo por um longo período. A transição deve ocorrer de forma escalonada, para permitir que a população se adapte aos poucos.
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