YouTube aperta o cerco contra deepfakes, mas não é para proteger você

O YouTube anunciou, nesta terça-feira (21), a expansão da sua ferramenta de detecção por semelhança (likeness detection tool) para o setor de entretenimento. A iniciativa tem o objetivo de apertar o cerco contra deepfakes criados a partir de imagens de celebridades.

Na prática, a tecnologia utiliza inteligência artificial (IA) para encontrar vídeos que usam rostos de famosos ou que foram gerados por IA sem permissão. A partir da identificação feita pelo sistema, o artista e seus representantes podem solicitar a remoção do conteúdo.

De acordo com a plataforma de vídeos, além das celebridades, a tecnologia também pode ser utilizada por agências e empresas de gerenciamento de carreira. Esta etapa de expansão, inclusive, contou com o apoio e feedback de agências reconhecidas globalmente, como CAA, UTA, WME e Untitled Management.

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O YouTube anunciou ainda que o acesso à ferramenta de detecção por semelhança pode ser concedido a celebridades independentemente de elas possuírem, ou não, um canal próprio na plataforma.

A expansão do recurso voltado ao combate a deepfakes no YouTube acontece após a plataforma disponibilizá-lo inicialmente a criadores de conteúdo em 2025. No início de 2026, jornalistas, políticos e funcionários do governo também passaram a poder utilizar a ferramenta.

YouTube
Celebridades agora também pode usar feffaremta de detecção por semelhança do YouTube (Imagem: Christian Wiediger/Unsplash)

Como funciona o detector de semelhança do YouTube?

O detector de semelhança do YouTube usa IA para identificar vídeos que utilizam o rosto de criadores de conteúdo, jornalistas, políticos, funcionários do governo e celebridades sem autorização ou em conteúdos gerados por IA.

A ferramenta, então, analisa os vídeos publicados e mostra, dentro do YouTube Studio, aqueles em que detecta possíveis correspondências com a imagem da pessoa. Caso, de fato, haja essa correspondência, é possível examinar a parte do vídeo que contém a irregularidade e solicitar a remoção, reivindicar direitos autorais ou arquivar o caso.

Para utilizar a funcionalidade, os grupos elegíveis precisam enviar um documento com foto e um vídeo no formato de selfie para fins de verificação de identidade. Com isso, o sistema consegue garantir que apenas o titular legítimo da imagem possa monitorar o uso do próprio rosto no YouTube.

Para quem utiliza o YouTube diariamente e também é entusiasta de recursos de IA, vale conferir como funciona a ferramenta de conversação disponível na plataforma de vídeos.

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