Migrar para o Apple Music no Linux pode parecer um contrassenso, mas para quem já está imerso no ecossistema da Apple (como um usuário de iPhone) e não abre mão do sistema operacional livre, a solução mais elegante não vem da própria Maçã, mas de um aplicativo de terceiros chamado Cider.
Enquanto a Apple oferece apenas uma versão web do seu serviço para navegadores, o Cider surge como um cliente desktop nativo e não-oficial que preenche uma lacuna crítica. Disponível para Linux, Windows e macOS, ele vai muito além de simplesmente reproduzir o streaming: ele oferece uma experiência integrada, personalizável e, em alguns aspectos, até mais rica do que o aplicativo oficial da Apple.
Muito mais que um “player web” embalado
A primeira opção para usar Apple Music no Linux é acessar music.apple.com no navegador. Funciona, mas carece de integração com o sistema: sem controle por teclas de mídia, notificações nativas ou a conveniência de um aplicativo dedicado. O Cider resolve isso.

O aplicativo se apresenta como um cliente completo, com uma interface limpa e familiar que exibe a página inicial, suas playlists, as últimas reproduções e recomendações, tudo de forma nativa. Mas sua verdadeira força está nas camadas de personalização e integração que ele oferece.

Personalização e plugins
Nas configurações do Cider, o usuário encontra um nível de controle impressionante!

Aparência
É possível modificar esquemas de cores, layout, transparência e a exibição de letras.

Áudio
Ajustes de qualidade, normalização de volume e equalização para ouvidos mais exigentes.

Integrações exclusivas
O Cider ainda apresenta integrações que não são possíveis nem mesmo com o cliente oficial do Apple Music:
- Discord: Mostra o que você está ouvindo em tempo real, com personalização de título, estado e ícones, uma funcionalidade comum no Spotify, mas ausente no cliente oficial da Apple;
- Last.fm: Scrobbling automático das músicas ouvidas para manter suas estatísticas musicais atualizadas;
- Temas e plugins: Uma loja integrada permite instalar temas visuais (como o “Adwaita”, que integra perfeitamente ao GNOME) e plugins funcionais. Há desde sincronização com luzes inteligentes Nanoleaf até um plugin que pula automaticamente qualquer música que você tenha dado “dislike”.

Considerações sobre o projeto
É importante notar que o Cider atualmente está na versão 2 (ou 3.x, numericamente), que é paga (com um custo único baixo, em torno de US$ 3) e de código fechado. Uma versão anterior, aberta e gratuita, foi descontinuada. Essa mudança gerou debate na comunidade, mas o desenvolvimento ativo e o rico conjunto de features da versão atual demonstram um projeto sustentado.
Falando em Apple, que tal conhecer duas alternativas abertas e gratuitas ao AirDrop, compatíveis com qualquer sistema operacional!