Como instalar o Fedora 44: guia completo e atualizado passo a passo

Como instalar o Fedora 44: guia completo e atualizado passo a passo

O Fedora Linux sempre ocupou um espaço curioso no ecossistema: não é exatamente a distro mais amigável para iniciantes, mas também está longe de exigir o nível de envolvimento de um Arch Linux. Com o Fedora 44, essa posição continua, só que com uma mudança importante na forma como o sistema é instalado.

Mais do que simplificar, o Fedora reorganizou o processo. Na versão com KDE, parte da configuração saiu do instalador e foi levada para o primeiro uso do sistema. Isso muda a experiência e vale entender como.

Escolhendo a versão certa do Fedora

A primeira etapa é acessar o site oficial e baixar a ISO. O Fedora apresenta várias opções, e isso pode confundir quem ainda não conhece o ecossistema.

A versão Workstation continua sendo a padrão, com GNOME. Mas o KDE Plasma (versão que escolhemos para esse tutorial) deixou de ser apenas uma alternativa e passou a ocupar um espaço equivalente. Ele é uma boa opção para quem vem do Windows e não quer algo tão diferente, assim como para quem procura um sistema mais customizável.

Além dessas, existem as Spins, que trazem outros ambientes gráficos, e os Atomic Desktops, como Silverblue e Kinoite, voltados para quem busca um sistema imutável. Para a maioria das pessoas, porém, a decisão gira em torno de GNOME ou KDE.

Preparando o pendrive de instalação

Depois de baixar a ISO, é preciso criar um pendrive bootável. Ferramentas como o Rufus resolvem isso de forma rápida no Windows. Já o Ventoy oferece uma abordagem diferente, permitindo manter várias ISOs no mesmo pendrive.

Essa escolha depende mais do seu uso do que do Fedora em si. Para uso ocasional, Rufus basta. Para quem instala sistemas com frequência, Ventoy é mais prático.

Iniciando o sistema e testando antes de instalar

Ao iniciar pelo pendrive, o Fedora permite rodar o sistema em modo live antes da instalação. O sistema é totalmente funcional, dá para abrir programas, navegar na internet e testar o ambiente completo antes de tomar qualquer decisão. Entretanto, com o desempenho um pouco pior do que a versão instalada.

Isso ajuda especialmente quem ainda está em dúvida sobre qual interface escolher ou quer verificar a compatibilidade de hardware.

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O instalador do Fedora (e por que ele é diferente)

Quando a instalação começa, o Fedora segue uma abordagem mais direta do que outras distribuições. Em vez de um fluxo longo de telas, ele concentra decisões em blocos mais objetivos.

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O processo começa com a escolha de idioma e teclado. Em seguida, vem a etapa mais sensível: o disco onde o sistema será instalado.

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Aqui, o Fedora não tenta simplificar demais. Se houver mais de um disco, a responsabilidade de escolher corretamente é sua. O mesmo vale para o tipo de instalação: usar o disco inteiro (a forma mais fácil, mas garantidamente seus arquivos serão apagador) ou configurar dual boot. Seja qual for a sua escolha, é essencial ter feito o backup dos seus arquivos importantes antes de seguir em frente.

Outro ponto importante é a criptografia. Ela aparece como opcional, mas é altamente recomendada em notebooks ou máquinas que saem de casa. Sem ela, qualquer pessoa com acesso físico ao disco pode acessar seus dados.

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Depois disso, o instalador mostra um resumo e pede confirmação. A partir desse ponto, não há volta: os dados selecionados serão apagados.

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A instalação termina… mas ainda não acabou

Um dos pontos mais diferentes do Fedora 44 aparece aqui.

Ao contrário de outras distribuições, o sistema não pede nome de usuário, senha ou fuso horário durante a instalação. O processo termina sem essas definições, o que pode parecer estranho à primeira vista. Mas isso é intencional.

Primeiro boot: onde tudo é configurado

Depois de reiniciar o computador, o Fedora inicia pela primeira vez e apresenta o assistente de configuração, no caso do KDE, o Plasma Setup.

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É nesse momento que você define:

  • Usuário e senha;
  • Idioma final;
  • Layout de teclado;
  • Fuso horário;
  • Nome do computador.

Essa separação entre instalação e configuração tem um propósito. Ela permite, por exemplo, instalar o sistema para outra pessoa sem precisar criar uma conta antes. Só no primeiro uso o sistema se “personaliza”.

Ajustes finais e primeiros passos

Depois do primeiro login, o Fedora ainda apresenta algumas opções importantes que muitos acabam ignorando.

A ativação de repositórios de terceiros, por exemplo, é essencial para liberar mais aplicativos e ter maior compatibilidade com arquivos de mídia. Também é nesse momento que você decide se quer compartilhar dados de uso para ajudar no desenvolvimento do sistema.

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A partir daí, o sistema já está pronto para usar. Diferente de distribuições como o Linux Mint, o Fedora não vem carregado de aplicações extras; isso faz parte da proposta.

O que esperar do Fedora 44

O Fedora 44 não muda drasticamente o processo de instalação, mas muda a forma como ele é organizado. Instala primeiro, configura depois.

Isso pode causar estranhamento no início, especialmente para quem vem de outras distribuições. Mas, depois de entender a lógica, o processo se torna mais direto e até mais flexível.

No fim, o Fedora continua sendo o que sempre foi: um sistema moderno, atualizado e que não tenta esconder o que está acontecendo por trás da interface.

Se você busca uma distro mais amigável com iniciantes, vale a pena conhecer o Zorin OS.