Lossless Scaling: upscaling universal para jogos de PC

Lossless Scaling: upscaling universal para jogos de PC

Em um cenário onde jogos modernos exigem cada vez mais do hardware, técnicas de upscaling se tornaram praticamente indispensáveis para computadores mais modestos. Tecnologias como NVIDIA DLSS, AMD FSR e Intel XeSS ajudam a extrair mais desempenho ao renderizar o jogo em uma resolução menor e reconstruir a imagem para algo mais próximo do nativo. O problema é que essas soluções dependem de suporte direto dos desenvolvedores. É justamente nesse ponto que o Lossless Scaling se destaca.

Uma abordagem diferente para ganhar desempenho

O Lossless Scaling não exige integração nativa com o jogo. Em vez disso, ele atua como uma camada externa, permitindo aplicar técnicas de upscaling e geração de frames em praticamente qualquer título rodando no computador. Isso inclui desde jogos antigos até lançamentos recentes que, por algum motivo, não contam com DLSS, FSR ou similares.

Disponível no Steam por um preço bastante acessível, o aplicativo é leve e fácil de instalar. É sórodar o jogo normalmente e usar o Lossless Scaling para melhorar a fluidez e, em alguns casos, a qualidade visual. Essa abordagem torna a ferramenta especialmente interessante para quem joga em hardware mais limitado ou em dispositivos portáteis.

O impacto no Steam Deck

Um dos cenários em que o Lossless Scaling mais chama atenção é no Steam Deck. O portátil da Valve é capaz de rodar uma enorme biblioteca de jogos, mas nem sempre com desempenho ideal. Títulos mais pesados frequentemente ficam na casa dos 30 FPS, o que pode comprometer a experiência dependendo do tipo de jogo.

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Com a geração de frames do Lossless Scaling, é possível multiplicar a taxa de quadros percebida, transformando algo próximo de 30 FPS em uma experiência visual mais fluida, que pode se aproximar dos 60 FPS. Embora não seja uma duplicação perfeita, já que há custo de processamento envolvido, o ganho prático costuma ser significativo.

Em PCs mais antigos ou com GPUs de entrada, o cenário é semelhante. Jogos que antes exigiam reduzir drasticamente a qualidade gráfica podem se tornar mais jogáveis com a ajuda do upscaling externo.

Como funciona

A ferramenta oferece diferentes configurações, como multiplicação de FPS, limite de taxa de quadros base e ajustes de qualidade. Também permite criar perfis específicos para cada jogo, algo interessante considerando que nem todos os títulos se comportam da mesma forma.

Outro ponto importante é que o Lossless Scaling pode funcionar como uma espécie de “intermediário” entre o jogo e o display. Ele captura a imagem renderizada e aplica seus algoritmos antes de exibi-la, o que explica sua compatibilidade ampla.

No entanto, essa abordagem também traz limitações. O suporte pode variar dependendo da API gráfica utilizada pelo jogo, sendo mais consistente em títulos baseados em DirectX. Além disso, a necessidade de configurar opções de inicialização pode assustar usuários menos experientes, especialmente em ambientes como o Steam Deck.

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Nem sempre é a melhor escolha

Apesar das vantagens, o Lossless Scaling não é uma solução universal perfeita. Como ele gera quadros adicionais, pode introduzir latência extra. Em jogos competitivos ou que exigem reflexos rápidos, como FPS online ou títulos de ritmo, isso pode impactar negativamente a jogabilidade.

Também existem casos em que artefatos visuais podem surgir, ainda mais  em cenas com muito movimento. Isso não é incomum em tecnologias de frame generation, mas ainda assim é um ponto a considerar.

Por outro lado, em jogos narrativos, de estratégia ou single-player mais contemplativos, o impacto da latência tende a ser menos perceptível. Nesses casos, o ganho em fluidez pode compensar com folga qualquer desvantagem.

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Vale a pena?

O Lossless Scaling ocupa um espaço interessante no ecossistema de jogos para PC. Ele não substitui soluções como DLSS ou FSR, mas complementa o que já existe ao oferecer uma alternativa universal. Para quem joga em hardware limitado ou quer extrair mais desempenho sem depender do suporte oficial dos desenvolvedores, a ferramenta pode fazer bastante diferença.

No fim das contas, o maior mérito do Lossless Scaling está na flexibilidade. Ele democratiza o acesso a técnicas modernas de upscaling e geração de frames, permitindo que praticamente qualquer jogo se beneficie, algo que, até pouco tempo atrás, estava restrito aos títulos mais recentes e às GPUs mais avançadas.

Tem um notebook antigo e quer jogar no Linux? Se ele for MUITO antigo, o Lossless Scaling não vai servir, mas temos um conteúdo que pode te ajudar a ter algumas ideias!