MiDesktop, a interface que revive o charme do KDE 1 no Linux moderno

MiDesktop, a interface que revive o charme do KDE 1 no Linux moderno

Para a alegria de quem viveu os primórdios do Linux desktop nos anos 90 ou para qualquer entusiasta que curte uma boa dose de nostalgia funcional, o projeto MiDesktop acaba de lançar sua primeira versão de prévia de desenvolvimento. Seu grande diferencial é que ele traz de volta a experiência autêntica do KDE 1 em distribuições Linux atuais como Debian 13 e Ubuntu 24.04 LTS.

Para além de uma simples recriação visual, o MiDesktop é um fork do código original do KDE 1, portado para o toolkit Osiris (derivado do Qt 2) e corrigido para funcionar em sistemas modernos. O objetivo do desenvolvedor principal é resgatar a filosofia de design original: um desktop veloz, simples e livre de distrações.

Só de ver as imagens compartilhadas pelo projeto, você já é transportado para o passado: o painel cinza com botões verde-água, o gerenciador de arquivos KFM, a central de controle com sua estética característica e a sensação de uma época em que cada novo ambiente desktop era uma aventura.

MiDesktop, a interface que revive o charme do KDE 1 no Linux moderno (1)
Imagem: MiDesktop

Uma prévia para exploradores

Antes de mais nada, é importante entender que esta é uma prévia de desenvolvimento. O ambiente pode conter bugs e problemas de segurança não descobertos, não sendo recomendado para sistemas de produção ou uso diário.

Algumas limitações mostram as dificuldades de integrar um ambiente tão antigo:

  • Navegadores modernos são um desafio: o Firefox se expande descontroladamente para fora da tela, e o Chrome se recusa a ser redimensionado corretamente. Esta é, talvez, a maior barreira para um uso prático;
  • Bugs de interface: Menus na barra de tarefas podem desaparecer e a central de controle às vezes não expande suas categorias visualmente;
  • Poucos aplicativos nativos disponíveis: Apenas o conjunto mínimo de aplicativos do KDE 1 está incluído. Ferramentas clássicas como KEdit, KCalc e KMix continuam ausentes, mas estão no roadmap.
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Imagem: MiDesktop

Além de trazer os aplicativos clássicos de volta (possivelmente com nomes ajustados para não conflitar com o KDE moderno, seguindo a linha do Trinity Desktop), os planos do MiDesktop incluem:

  • Corrigir o comportamento de scroll em todos os aplicativos;
  • Adicionar opções de energia (desligar, reiniciar) ao menu de logout;
  • Reescrever o KDM (o gerenciador de display legado) para sistemas modernos;
  • Restaurar o suporte a som usando a infraestrutura de áudio atual do Linux;
  • Um port para Wayland, descrito como um esforço de longo prazo, mas que mostra a intenção de manter o projeto relevante.

O MiDesktop é, claramente, um projeto de paixão e preservação. Ele permite que uma nova geração experimente as raízes de um dos ambientes desktop mais importantes do Linux e oferece aos veteranos uma viagem sentimental. É uma lembrança de como começamos e uma prova de que, no mundo do código aberto, o software nunca morre, apenas aguarda por alguém com habilidade e nostalgia suficientes para trazê-lo de volta.

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