Mosaic traz de volta o auto-tiling do Pop!_OS para o GNOME

Mosaic traz de volta o auto-tiling do Pop!_OS para o GNOME

O auto-tiling foi durante muito tempo uma das funções mais interessantes do Pop!_OS para quem usa o computador com foco em produtividade. Em vez de organizar manualmente cada janela, o sistema distribui os aplicativos automaticamente pela área de trabalho, aproveitando o espaço disponível conforme novas janelas são abertas ou fechadas.

A mudança do Pop!_OS para o COSMIC Desktop, porém, deixou quem prefere o GNOME sem a implementação oficial desse recurso. A extensão que levava o auto-tiling do Pop!_OS ao GNOME deixou de receber atualizações, abrindo espaço para outras iniciativas. Entre elas está o Mosaic, um fork desenvolvido especificamente para levar essa experiência de volta ao GNOME Shell.

Um velho conhecido com outra casa

O Mosaic funciona como uma extensão do GNOME e pode ser instalado pela própria interface do Extension Manager, disponível em Flatpak pelo Flathub. Depois de abrir o aplicativo, basta acessar a seção de navegação, pesquisar por “Mosaic” e selecionar a extensão desenvolvida por Jardon.

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A instalação é rápida e, depois de concluída, uma nova opção aparece no menu do GNOME. O usuário pode ativar ou desativar o sistema quando quiser, deixando o gerenciamento automático de janelas sob seu controle.

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Com o Mosaic ativado, a mudança é imediata. A primeira janela aberta ocupa a área disponível e, quando uma segunda aplicação entra em cena, o espaço é reorganizado para acomodar as duas. Conforme outras janelas são abertas, o sistema continua redistribuindo o espaço, formando uma grade que se adapta ao número de aplicativos em uso.

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Organização automática sem perder controle

A principal vantagem do tiling automático está justamente em eliminar uma tarefa repetitiva. Quem trabalha alternando entre navegador, editor de texto, terminal e outras ferramentas frequentemente precisa redimensionar e reposicionar janelas para manter tudo visível. O Mosaic assume esse trabalho e deixa o usuário concentrado nas aplicações.

Isso também não significa abrir mão da organização manual. As janelas podem ser arrastadas para diferentes posições do layout, fazendo com que o Mosaic reorganize o restante da área de trabalho. Ao fechar um aplicativo, as janelas que permanecem abertas também são redimensionadas para ocupar o espaço liberado.

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O comportamento ainda pode ser ajustado de acordo com a preferência de cada pessoa. Entre as opções disponíveis estão os smart gaps, a indicação visual da janela em foco e o recurso que move o ponteiro do mouse de acordo com a janela ativa.

Essa última opção pode parecer secundária, mas ajuda especialmente quem trabalha com muitas janelas simultaneamente. A indicação visual também facilita a identificação da aplicação em foco, adicionando uma borda ao redor da janela selecionada.

Exceções para aplicativos que precisam flutuar

Um bom sistema de tiling precisa saber quando não deve organizar uma janela automaticamente. Por isso, o Mosaic permite criar exceções para aplicativos específicos.

O usuário pode definir que determinada janela seja ignorada pelo sistema ou aplicar a exceção a todas as janelas de um aplicativo. Isso é útil para programas que funcionam melhor em modo flutuante, como determinadas ferramentas de configuração, pequenos utilitários ou interfaces auxiliares.

A extensão também traz algumas exceções previamente configuradas para componentes que não fazem sentido dentro do sistema de tiling. Elas podem ser removidas caso o usuário queira assumir controle completo sobre o comportamento das janelas.

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A personalização vai além do básico

As configurações do Mosaic também permitem ajustar detalhes da aparência e do comportamento. É possível alterar o espaço entre as janelas e modificar características da indicação visual usada para mostrar qual delas está ativa.

Há ainda opções relacionadas a registros de funcionamento, com níveis que vão desde erros e avisos até informações detalhadas de depuração. Para a maioria das pessoas, manter os logs desativados é suficiente, mas eles podem ser úteis para investigar problemas ou ajudar no desenvolvimento da extensão.

O resultado é uma experiência bastante próxima daquilo que tornou o auto-tiling do Pop!_OS tão popular entre usuários do GNOME. A diferença é que agora o recurso pode acompanhar distribuições diferentes, sem depender do próprio Pop!_OS.

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O GNOME ainda pode ter seu próprio tiling

O surgimento do Mosaic mostra como uma funcionalidade que parece pequena pode fazer diferença na escolha de um ambiente desktop. O Pop!_OS encontrou no COSMIC uma oportunidade para construir uma experiência própria, mas a mudança também deixou um espaço para quem gostava daquela forma específica de trabalhar dentro do GNOME.

Para usuários de Ubuntu, Fedora, Arch Linux e outras distribuições baseadas no GNOME Shell, o Mosaic oferece uma alternativa simples para recuperar essa experiência. Mais do que uma cópia de uma função antiga, o projeto representa uma tentativa de manter vivo um recurso que conquistou justamente quem queria passar menos tempo organizando janelas e mais tempo trabalhando.

Mas o GNOME poderá ter mudanças radicais em seus próximos lançamentos. Veja o que está sendo planejado pela equipe de design da DE.