O Windows 10 chegou oficialmente ao fim do seu período de suporte. Após prorrogações, ajustes, debates, pressão e anos de uso massivo, a Microsoft encerrou o fornecimento de updates de segurança para o sistema e isso deixa muitos usuários diante de um dilema inevitável: migrar ou continuar no risco calculado.
E é importante deixar uma coisa clara desde o princípio: não é como se amanhã seu PC com Windows 10 fosse parar de ligar. Nada vai explodir. Nada vai virar pó. O que acontece, e isso sempre ocorre em qualquer software que deixa de receber manutenção, é um declínio progressivo de segurança. Vulnerabilidades novas não serão corrigidas e, ao longo dos meses e anos, isso se torna cada vez mais relevante. Não é imediato. Mas acontece.
E, assim como vimos quando o Windows 7 foi encerrado, o que vai realmente “forçar” os usuários mais resistentes a migrar não será o aviso da Microsoft… será quando softwares essenciais pararem de funcionar. Navegador deixando de atualizar. Steam não abrindo mais. Sites quebrando. É quando esses ecossistemas começam a “morrer” que o usuário é empurrado para frente.
Esse fim do Windows 10, somado à resistência de parte do público com o Windows 11 (especialmente diante de requisitos de hardware e decisões controversas de interface/telemetria/integração de IA), está colocando novamente a discussão Linux em evidência. Não como guerra ideológica, mas como alternativa real. Tanto que vemos um momento bem volátil no mercado: Steam OS, Zorin OS, Linux Mint em franca ascensão, governos anunciando migrações, hardware voltado ao Linux surgindo.
O terreno está fértil. E quando o ecossistema muda, surgem janelas históricas.
Em busca do sistema operacional perfeito
Nada é perfeito, tudo exige alguma concessão. Mas no episódio do Diocast no qual esse conteúdo se baseia, exercitamos nossa imaginação pensando em que construiria um sistema operacional perfeito. Ele poderia unir a estética refinada do macOS, a fluidez e integração contínua entre devices, e a liberdade do Linux onde nada está travado conforme os interesses do fabricante.
E se tem algo que quase nenhum entrega realmente pronto e fácil de usar é um meio simples de restaurar completamente o sistema, incluindo arquivos e programas.
O Linux tem todas as tecnologias necessárias (BTRFS, snapshots, Timeshift, Deja Dup, sistemas imutáveis, OSTree, etc). Mas raramente isso vem configurado pronto no pós-instalação de forma integrada, fácil, previsível. Coisas como o Time Machine da Apple, que qualquer pessoa medianamente leiga e bem equipada consegue usar.
E isso é algo que faz a diferença para novos usuários. Porque todo mundo eventualmente quebra algo. Atualiza algo errado. Apaga algo sem querer.
Distribuições como Linux Mint, OpenSUSE, BigLinux, Garuda já trazem isso integrado de forma razoavelmente simples. Mas são exceções, não regra.Quer aprender a usar o Timeshift, uma ferramenta que te ajuda na recuperação do sistema? Confira nosso tutorial!