Depois de um bom tempo no forno, o SuperTux finalmente recebeu uma atualização de peso. A versão 0.7.0 chega mais de quatro anos após o lançamento da 0.6.3, e não é exagero dizer que essa é uma das maiores evoluções do jogo em muito tempo.
Para quem não conhece, o SuperTux é aquele clássico plataforma 2D no estilo dos jogos do Mario, mas com o mascote do Linux no papel principal. Simples, direto e divertido. E agora, mais polido do que nunca.
Um pinguim com novos truques
Uma das mudanças mais visíveis está no próprio Tux. O personagem recebeu novos sprites e, junto com eles, novas habilidades que deixam a jogabilidade bem mais dinâmica.

Agora é possível deslizar em rampas, dar aquele buttjump mais forte (sim, aquele pulo sentado clássico, só que mais potente), rolar pedras e até se espremer por espaços menores rastejando, mudando bastante a forma como as fases são exploradas.
O jogo deixou de ser só “pular e correr” e passa a exigir um pouco mais de atenção e estratégia em alguns momentos.

Visual renovado e fases retrabalhadas
Se você jogou versões anteriores, provavelmente vai notar a diferença logo de cara. Boa parte dos cenários, objetos e inimigos foi retrabalhada, com gráficos mais refinados e consistentes.
Mas a mudança não para por aí. Os modos principais do jogo passaram por uma revisão completa de design. Isso inclui tanto a estrutura das fases quanto a forma como a progressão acontece.
Além disso, o modo história, incluindo campanhas como “Revenge in Redmond” e a “Bonus Island I”, recebeu ajustes narrativos e de ritmo.

Mais inimigos, mais caos
Nenhum jogo de plataforma vive sem bons inimigos, e aqui também tem novidade. Foram adicionados novos tipos, como DiveMine, Fish e uma versão corrompida do Granito, além da introdução do próprio Granito como NPC.
Ao mesmo tempo, inimigos antigos foram retrabalhados, incluindo alguns clássicos como GoldBomb, Igel e Ghoul. Até os chefes, como o Yeti e a Ghost Tree, passaram por mudanças.
O resultado é um jogo que continua familiar, mas com variedade suficiente para não parecer repetitivo, especialmente para quem já conhecia versões anteriores.

Mecânicas novas e multiplayer local
A atualização também trouxe algumas mecânicas inéditas. Entre elas estão inimigos com efeitos visuais diferenciados, uso de chaves, um sistema de “bolso de itens” e até ilhas bônus desbloqueáveis através das chamadas Tux Dolls.
Outro destaque interessante é a adição de multiplayer local. Sim, agora dá para jogar com outra pessoa na mesma máquina, o que muda completamente a dinâmica, principalmente se você gosta daquele caos cooperativo (ou competitivo disfarçado).
Editor de fases e melhorias internas
Para quem gosta de ir além do básico, o editor de fases também foi reformulado. Isso facilita a criação de conteúdo personalizado e deve ajudar a comunidade a continuar expandindo o jogo com novas ideias.

Nos bastidores, o time também fez um trabalho pesado de organização do código, melhorias no sistema de build e adaptações para facilitar a compilação e portabilidade. Isso inclui suporte mais sólido para formatos como Flatpak e até um certo “renascimento” da versão para Android.
Vale a pena testar?
A resposta é: sim.
Mesmo mantendo a base que fez o SuperTux ser querido por tantos anos, essa versão 0.7.0 mostra um jogo mais maduro, mais completo e com cara de produto bem acabado.

E o melhor: continua sendo gratuito, open source e fácil de rodar em praticamente qualquer distribuição Linux, seja via AppImage, Flatpak ou até compilando manualmente, se essa for a sua praia.
Se já fazia tempo que você não abria o SuperTux, essa é uma ótima hora para dar outra chance. E se nunca jogou, talvez esse seja o melhor ponto de entrada até agora.
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