Com o lançamento do Apple Watch Ultra 4, no evento especial em que foram anunciados também os novos iPhones, surge o velho questionamento: o que há de diferente entre o antigo modelo e a versão mais recente do relógio?
Diferentemente dos iPhones, que ganharam melhorias mais visíveis, o modelo mais parrudo do smartwatch da Maçã veio com mudanças mais incrementais, com as mais relevantes sendo o chip, sensores e uma bateria melhor.
Vamos conferir o que mudou de fato entre ele e o Apple Watch Ultra 3?
Design, dimensões e peso
O novo Apple Watch Ultra segue com um design quase inalterado em relação ao Ultra 3, apresentando a mesma caixa de titânio (natural ou preto) — exclusivamente no tamanho de 49mm. Na parte de trás, contudo, temos cerâmica e, no lugar do cristal de safira, agora temos zircônia.


O relógio também segue com as mesmas dimensões (49x44x12mm), embora o Ultra 4 seja mais mais pesado: ele foi de 61,6g para 63g no modelo com titânio natural e de 61,8g para 63,1g no modelo titânio preto.
Tela
O Ultra 4 mantém a Tela Retina Sempre Ativa OLED 1Organic light-emitting diode, ou diodo emissor de luz orgânico. de LTPO3 com amplo ângulo de visão do Ultra 3. Ela oferece até 3.000 nits de brilho, brilho mínimo de 1 nit e conta com resolução de 422×514 pixels e área de visualização de 1.245mm².

Chip
Uma das novidades mais relevantes entre as duas gerações, o chip S11 não traz grandes mudanças em termos numéricos em relação ao S10 do Ultra 3, permanecendo com 2 núcleos de 64 bits e com uma Neural Engine de 4 núcleos.
Com um design mais compacto e eficiente para oferecer um maior desempenho, o S11 desbloqueia vários dos recursos de inteligência dos Apple Watches Series 12 e Ultra 4, sobre os quais falaremos mais adiante.
Embora a Apple não informe esses dados oficialmente, o MacRumors descobriu através do Xcode que também houve uma evolução na RAM 2Random access memory, ou memória de acesso aleatório. do relógio, que passou de 2GB na geração anterior para 4GB na atual. O armazenamento se mantém em 64GB.
O processador atualizado também traz o chip da Apple para conexões sem fio W3, bem como o chip de banda ultralarga de segunda geração da empresa.
Sensores e recursos
A Apple redesenhou alguns dos sensores do relógio, trazendo um sensor cardíaco elétrico de terceira geração, um novo sensor cardíaco óptico que agora fica ativo o tempo todo, bem como LEDs 3Light emitting diodes, ou diodos emissores de luz. verdes maiores e mais eficientes.

O Sistema de Medições de Saúde se aproveita desses sensores renovados para oferecer um monitoramento de frequência cardíaca mais preciso e uma medição de variabilidade da frequência cardíaca (VFC) mais frequente.
Os dados de sinais vitais noturnos agora incluem medições da VFC de recuperação analisadas em relação à linha de base pessoal do usuário — além de haver agora também uma nova visualização de sinais vitais diurnos.


O sistema de contagem de passos foi reformulado com novos algoritmos de aprendizado de máquina — algo que dá ao novo relógio (em conjunto com o Series 12) o monitoramento de passos mais preciso entre os smartwatches.
A Apple lançou também o novo app Prontidão (Readiness), que analisa a atividade recente, a carga de treino, os sinais vitais e a pontuação de sono do usuário para oferecer uma estimativa de sua capacidade para o dia.

Ele ainda conta com os novos modos de treino extremos para ultramaratona (o Extended Workout e o Max Extended Workout), bem como a Inteligência de Áudio (Audio Intelligence), que oferece os novos recursos Live Rewind, Siri Recap e reconhecimento de som.


As Notificações de Hipertensão, por sua vez, seguem como um recurso disponível para o aparelho, mas ainda não estão disponíveis no Brasil pois dependem de autorizações regulatórias (apenas no novo relógio).
Conectividade
Como ocorre desde a primeira geração, o Apple Watch Ultra 4 é comercializado apenas com versões com conectividade celular. Além disso, eles continuam trazendo Wi-Fi 4, Bluetooth 5.3 e frequência dupla com precisão L1 e L5.
Em termos de geolocalização, a novidade é que o Ultra 4 — diferentemente do Series 12 — não suporta mais o sistema de navegação por satélite GLONASS, desenvolvido pela Rússia. O relógio segue suportando os sistemas GPS, Galileo, QZSS e BeiDou. Segundo o MacRumors, esse suporte pode ter caído porque dispositivos de consumo recebem apenas um sinal L1 do GLONASS. Isso os torna menos útil e pode diminuir a precisão em dispositivos com suporte a dupla frequência.
A remoção do padrão também pode ter contribuído para a melhora na autonomia da bateria do smartwatch.
Falando em bateria…
Segundo a Apple, o Ultra 4 pode chegar a até 50 horas em uso convencional, contra 42h do Ultra 3. No Modo de Pouca Energia, ele oferece até 84 horas (contra 72h) — além de também proporcionar até 18 horas de treino ao ar livre.

Ele segue conseguindo recarregar até 80% do aparelho em cerca de 45 minutos, mas agora fornece até 18 horas (eram 12h) de uso normal após 15 minutos de recarga ou 10 horas (eram 8h) de monitoramento de sono com 5 minutos de recarga.
Resistência
Com uma tela de cristal de safira, o relógio segue sendo resistente a água (100 metros), a profundidade de até 40 metros e conta com classificação IP6X de resistência à poeira. Ele também tem as certificações EN13319 e MIL-STD 810H.
Preço
O Apple Watch Ultra 4 estará disponível no Brasil por preços que partem de R$10.500 — mesmo valor cobrado pelo agora descontinuado Ultra 3. Nos Estados Unidos e em Portugal, ele sai por US$800 e 910€, respectivamente.
Notas de rodapé
- 1Organic light-emitting diode, ou diodo emissor de luz orgânico.
- 2Random access memory, ou memória de acesso aleatório.
- 3Light emitting diodes, ou diodos emissores de luz.