Confira alguns brasileiros vencedores do Swift Student Challenge 2026

Confira alguns brasileiros vencedores do Swift Student Challenge 2026

Como em anos anteriores, muitos brasileiros figuram na lista de vencedores do Swift Student Challenge 2026 — a edição mais recente do concurso anual da Maçã focado em desenvolvedores que estudam ou se formaram recentemente.

Como sempre, a Apple também premiou 50 estudantes (alguns deles brasileiros) na categoria Distinguished Winners. Por terem se destacado com projetos excepcionais, eles poderão viajar para os Estados Unidos e participar da WWDC deste ano com tudo pago pela Apple.

Embora a Apple (ainda) não tenha divulgado uma lista oficial com os brasileiros premiados, vamos conhecer abaixo alguns deles, bem como os respectivos aplicativos que lhes deram a vitória na competição!

Rafaela Faria

Estudante de Ciência da Computação na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a Rafaela venceu o Swift Student Challenge com o app My Friend Walk, que foi criado para incentivar pessoas idosas a se manterem ativas, tanto física quanto mentalmente.

Apostando na câmera do aparelho para ajudar a guiar os usuários durante os exercícios, o app conta com gamificação e interatividade — o que transforma o momento dos treinos em uma experiência agradável, acessível e divertida.

Desenvolver este app não foi apenas sobre programação — foi sobre empatia, design, acessibilidade e propósito. Desde a ideia até a implementação, meu foco foi criar uma experiência que pudesse realmente fazer a diferença.

Isabella Brum

Estudante de Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Isabella foi reconhecida pela Apple graças ao app MIS Archive, um jogo experimental que mistura arte e tecnologia para discutir a preservação de memória audiovisual.

Desenvolvido a partir de cenários físicos em miniatura animados em stop motion e integrados à interface digital, o projeto é inspirado no Museu da Imagem e do Som de Campinas e traz uma camada crítica dos desafios enfrentados por instituições culturais públicas no Brasil.

Em um contexto cada vez mais marcado pela geração artificial, a escolha pela criação física e pelo stop motion busca enfatizar a materialidade, a presença humana e o valor do processo por trás dos resultados, que demandam tempo, perseverança e muita paciência!

Muchinski Vieira

Formado em Design Gráfico pela Universidade Federal do Paraná e estudante na Apple Developer Academy da PUCPR, Muchinski submeteu no Swift Student Challenge deste ano o Zov, um projeto que nasceu da sua familiaridade com o público surdo e da vontade de “transformar essa vivência em algo que gere diálogo, aprendizado e representatividade”.

O app é uma espécie de playground que une a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) a arte urbana e cultura surda. Ele apresenta um grafiteiro surdo que guia os usuários na aprendizagem do alfabeto em Libras, propondo tanto uma introdução à língua quanto uma visão de “outras formas de expressão e presença”.

Criar esse projeto foi uma forma de materializar algo que me acompanha há muito tempo: o interesse por acessibilidade, por design com propósito e por experiências que ampliem o acesso e o respeito às diferenças.

Marcos Albuquerque

Também membro de uma Apple Developer Academy, o Marcos venceu o Swift Student Challenge como um Distinguished Winner graças ao Say Cheese!, um app que nasceu da sua necessidade pessoal de se conectar ao mundo real, seu desejo de vencer a timidez e se expressar melhor.

Quando o Marcos conheceu a fotografia, alguma coisa mudou. A câmera lhe deu uma razão para sair de casa, observar o mundo e se conectar com outras pessoas a partir da curiosidade, sem medo.

“Say Cheese!” 1 é a minha tentativa de passar esse mesmo presente para os outros. Não é um aplicativo sobre fotografia. É um aplicativo sobre aprender a perceber o mundo.

Lissa Deguti

Estudante de Ciência da Computação e integrante da Apple Developer Academy da PUCPR, a Lissa criou uma versão de Sudoku pensada para pessoas cegas ou com baixa visão, permitindo que mais usuários aproveitem a experiência do jogo clássico.

O game usa uma das ferramentas de acessibilidade mais populares da Apple, o VoiceOver, e permite que usuários naveguem pelo tabuleiro, insiram números e acompanhem o progresso da partida com gestos nativos e personalizados da ferramenta da Maçã.

Trabalhar nesse projeto foi uma experiência muito significativa para mim, tanto do ponto de vista técnico quanto pessoal, e reforçou ainda mais meu interesse em construir experiências digitais mais acessíveis e inclusivas.

Pedro Wiezel

Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela PUCPR — onde também integra uma Developer Academy —, o Pedro venceu o desafio com o app Cascade, um simulador educacional da Síndrome de Kessler para iPad.

Completamente interativo, o app mostra uma visualização de colisões em cadeia de detritos espaciais e satélites, com física gravitacional construída usando RealityKit e o framework Accelerate.

Foi uma oportunidade fantástica de usar os conhecimentos adquiridos até agora na Apple Developer Academy PUCPR para criar um app engajante e com impacto real.


Vale destacar que alguns desses vencedores prometeram publicar seus apps em breve na App Store, então você poderá testar alguns que tenham lhe interessado nos próximos dias.

Notas de rodapé

1    Expressão em inglês equivalente ao nosso “Diga xis!”