Conheça o Virtual OS Museum, emulador de centenas de sistemas operacionais históricos

Conheça o Virtual OS Museum, emulador de centenas de sistemas operacionais históricos

Quem pesquisa sobre a história da tecnologia já se acostumou de, em muitos casos, o contato com sistemas operacionais e aplicações se restringir meramente a imagens ou vídeos de demonstração, sobretudo no caso de softwares mais obscuros.

Mas essa realidade pode mudar com o Virtual OS Museum, cuja proposta é, como denuncia o nome, ser um museu virtual dos sistemas operacionais e aplicações — o que inclui sistemas lançados desde 1948.

Desenvolvido pelo canadense Andrew Warkentin, o projeto é executado por meio de uma máquina virtual em Linux, que emula o comportamento dos sistemas antigos.

Warkentin ainda declarou que o Virtual OS Museum conta com “quase todo sistema operacional” conhecido, o que inclui desde os primórdios da computação, com o pioneiro Manchester Baby, até emuladores de sistemas consagrados da computação, como o Mac OS clássico, o LisaOS e sistemas em DOS, bem como OSs mais obscuros — é o caso do sistema da NeXT (o NeXTStep) e do Newton OS, capítulos basilares da história da Apple nos anos 1990.

Com uma biblioteca de mais de 1.700 instalações, somando mais de 250 plataformas, a meta é incluir todo sistema operacional conhecido que conte com uma versão funcional, de forma que eles possam rodar em qualquer computador moderno.

Quanto à parte legal, ele é distribuído sob a licença MAME, que prevê a disponibilidade do código fonte, mas proíbe o uso comercial. Para uso dos sistemas, ele se apropria da licença BY-NC-SA da Creative Commons, destinada à cópia, distribuição e adaptação de uma obra para fins não comerciais, creditando devidamente o autor.

A má notícia para os usuários do Mac é que a aplicação, embora disponível no macOS, só conta com uma versão pensada para arquitetura x86, o que deve comprometer sua performance em Macs com Apple Silicon. Até o momento, não há menção de adaptação do software para outras plataformas.

O projeto está disponível em duas versões: uma completa, com 121GB (174GB após descompactar), sem a necessidade de downloads adicionais e pronta para uso offline, e uma versão Lite, de 14GB (21GB após descompactar), que baixa as imagens do sistema para máquinas virtuais secundárias na primeira vez que são executadas. Ambas as versões contam com um sistema de atualizações embutido, sem a necessidade de reinstalação com a chegada de novas versões do Virtual OS Museum. Ele pode ser baixado por meio do seu site oficial.

via The Register