Epic acusa Apple de contornar as obrigações do acordo com o Cade no Brasil

Epic acusa Apple de contornar as obrigações do acordo com o Cade no Brasil

Depois de criticar as novas regras para a App Store na União Europeia, a acusou agora a Apple de “recorrer a manobras tecnológicas” para driblar o recente acordo firmado com o , que resultou na abertura do no Brasil.

Em uma petição vista pelo O Globo, a criadora do jogo denunciou supostas estratégias adotadas pela gigante de Cupertino “para contornar ou restringir o alcance das obrigações estabelecidas” no termo de compromisso (TCC) homologado em dezembro passado.

A Apple tem reiteradamente adotado interpretações restritivas de suas obrigações regulatórias, valendo-se de barreiras artificiais para minimizar, na prática, os efeitos das medidas estabelecidas no TCC. As interpretações adotadas pela Apple buscam afastar ou limitar a aplicação dessas obrigações, comprometendo os próprios resultados concorrenciais que o acordo foi concebido para assegurar.

Entre essas estratégias, concentradas no Contrato de Licença do Programa de Desenvolvedores da Apple, estariam restrições artificiais ao alcance das obrigações previstas no TCC, como a ausência de menções ao iPad no documento, que foi atualizado em 18 de junho para incluir o iOS. Segundo a Epic, não há motivo para os tablets da Apple — e, de quebra, o — não serem contemplados pelo acordo:

Os novos termos publicados pela Apple aplicam-se exclusivamente a dispositivos iPhone (iOS) e não se estendem ao iPad (iPadOS), embora os iPads estejam claramente abrangidos pelo escopo do TCC.

Assim como já fez na UE, a Epic também está acusando a Maçã de impor um “fluxo de instalação oneroso” de nove etapas e “telas de aviso dissuasórias”, as quais estariam desestimulando usuários a instalar lojas de terceiros como a Epic Games Store. A empresa também argumenta que essa implementação difere do processo de instalação liberado na Europa, já que, por lá, usuários precisam passar por apenas seis etapas.

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Luiz Gustavo Ribeiro30/07/2026 • 13:48

Por fim, a empresa comandada por disse que a Apple exige um número grande demais de informações “para qualquer cálculo legítimo de taxas e que permitem à Apple monitorar os modelos de negócio de seus concorrentes”. E completou: “A Apple criou barreiras estruturais, técnicas e de acesso que comprometem a viabilidade comercial e prática da distribuição alternativa de aplicativos no Brasil.”

A Superintendência-Geral do Cade determinou que a Apple se explique até a próxima segunda-feira (24/8).