Buscando expandir a indústria de eletrônicos no país, a Índia anunciou a eliminação das tarifas de importação de alguns componentes utilizados na fabricação de smartphones e outros eletrônicos.
Mirando gigantes da indústria da tecnologia como a própria Apple ou a Xiaomi, a medida eliminou alíquotas de 5% a 7,5% de peças como módulos de carregamento sem fio ou células de baterias de íons de lítio.
Na avaliação de Manoj Mishra, sócio da consultoria Grant Thornton Bharat, a isenção deverá incentivar a “competitividade, o valor agregado local e a nacionalização da manufatura de smartphones e eletrônicos de maior valor”.
A medida será válida até o dia 31 de março de 2029, às vésperas da conclusão do mandato do primeiro-ministro Narendra Modi. A Índia pretende expandir sua indústria de eletrônicos para US$500 bilhões até o ano fiscal de 2030.
Para a Apple, a medida vem em excelente hora: visando diversificar a origem da sua manufatura — sobretudo, afastando-se da China como território majoritário da produção dos seus produtos — em meio à crise de memória e aos conflitos geopolíticos pautados pelo governo dos Estados Unidos, a Índia vem se tornando um dos principais polos de produção dos iPhones nos últimos anos, com 55 milhões de celulares montados no país apenas em 2025 (um aumento de 53% em relação aos 36 milhões do ano anterior).
Nas últimas semanas, no entanto, a relação da Maçã com o país estremeceu após um grande vazamento da Tata Electronics, uma das suas fornecedoras indianas, que comprometeu inclusive a confidencialidade de informações de aparelhos ainda não lançados (“iPhone 18 Pro” e “iPhone 18 Pro Max”).
via Reuters