JetStream chega à versão 3.0 com melhoria de performance no Safari e foco em WebAssembly

JetStream chega à versão 3.0 com melhoria de performance no Safari e foco em WebAssembly

O JetStream, tradicional benchmark que mede a rapidez com que os navegadores podem iniciar e executar códigos, chegou à sua versão 3.0 — a qual foca na linguagem WebAssembly, além de incluir aprimoramentos na aplicabilidade dos testes para refletir com mais fidelidade o desempenho de ferramentas modernas da web.

Elaborado em parceria com a Apple, o Google e a Mozilla, o JetStream 3 traz como principais alterações da nova variante incluem a reformulação do fluxo do benchmark, descartando testes mais arcaicos (os chamados microbenchmarks, como o HashSet-wasm) e diminuindo a relevância de outros pouco condizentes ao cotidiano (como o SunSpider), priorizando aplicabilidades reais em suas novas metodologias de teste na hora de pontuar.

Além disso, em um comunicado oficial, foi informado que o JetStream 3 passa a dar maior ênfase ao WebAssembly, linguagem predominante em aplicações de alto desempenho na web. Se antes os testes com a linguagem separavam inicialização e execução, agora eles consideram todo o ciclo.

Na prática, essas mudanças de arquitetura resultaram numa melhoria de cerca de 10% do Safari 26.0 para o Safari 26.4, considerando que o JetStream 3 opera com base no ciclo completo de cada carga de trabalho — e essa melhoria reflete o ganho que usuários verão diretamente, como carregamentos mais rápidos graças à compilação em WebAssembly ou interações mais eficientes na execução em JavaScript.

Outras toolchains de diferentes linguagens são suportadas, como C++, C#, Dart, Java, Kotlin e Rust. O suporte às cargas de asm.js também foi encerrado, considerando que o WebAssembly deve substituir a tecnologia em questão. Em relação ao JavaScript, o JetStream 3 inclui novos recursos, como código assíncrono e promessas.

A nova versão já está disponível e pode ser testada no site oficial do BrowserBench.