Após a justiça revogar a classificação “default” no processo que a Apple move contra o YouTuber Jon Prosser, ele finalmente apresentou sua resposta [PDF] às acusações da empresa, negando ter conspirado em segredo para obter dados confidenciais sobre futuros sistemas operacionais.
Em resumo, Prosser nega ter combinado antecipadamente com Michael Ramacciotti — que teria obtido as informações ilegalmente por meio de seu amigo Ethan Lipnik, ex-funcionário da Apple — para acessar o iPhone de testes, afirmando que qualquer pagamento ocorreu depois dos fatos.
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Prosser confirmou ter participado de uma chamada (e gravado) no FaceTime em que viu demonstrações de futuros recursos do iOS. Ele também afirmou que compartilhou parte da receita obtida no YouTube com Ramacciotti para manter uma fonte exclusiva, não como pagamento pelos dados.
Outro ponto importante da defesa de Prosser é que ele afirma não saber como as informações foram obtidas. O YouTuber nega que sabia que o aparelho com o novo sistema era de Lipnik, que ele estava sendo rastreado pela Apple e como Ramacciotti conseguiu acesso a ele.
Prosser comparou sua atuação à de um veículo jornalístico tradicional, que apenas relata informações que lhe são fornecidas. Ele também afirma ter rompido o contrato com Ramacciotti após descobrir como ele adquiriu o material, encerrando qualquer comunicação existente com ele.
A resposta do YouTuber também apresentou algumas teses jurídicas para isentá-lo da culpa, como a de que a Apple não sofreu danos, que algumas informações não constituíam segredo comercial e que parte do material já havia sido descrita em publicações antes dos vídeos.
Ainda no documento, Prosser pede que a Justiça americana rejeite as acusações da Apple em definitivo e que obrigue a empresa a lhe conceder honorários advocatícios. Ele também pede que, caso o processo não seja arquivado, o julgamento do caso ocorra com um júri.
via The Verge