Mark Gurman comenta reajustes de preços da Apple, Meta Glasses e mais

Mark Gurman comenta reajustes de preços da Apple, Meta Glasses e mais

Na última edição da sua newsletter “Power On”, o jornalista Mark Gurman (da Bloomberg), além de citar possíveis novas versões do Mac Studio, comentou os aumentos de preços anunciados pela Apple, bem como as segundas versões beta dos sistemas 27 e os — além, claro, de estabelecer comparações sobre como deverá ser a estreia da Apple no segmento.

Para Gurman, a era dos produtos acessíveis da Apple — partindo de exemplos como o iPad de entrada por US$350 (para estudantes), ou o e o a partir de US$600 — acabou, e o boom do mercado de inteligência artificial (IA) seria o maior culpado; ele mencionou a ironia de o problema afetar logo uma empresa que apostou sempre que possível no processamento local de IA, expandindo só agora o processamento em nuvem com a .

Segundo o jornalista, o impacto dos reajustes poderia ter sido absorvido (ainda mais) pela Maçã, mas essas decisões enfrentariam resistência latente dos acionistas, que veem a manobra de subsídio como uma ameaça à margem de lucro.

Gurman mencionou outros exemplos, como o recente aumento da linha de consoles (da ), para dimensionar a extensão do problema, mas reiterou que o impacto da questão mudou de forma quando chegou aos produtos da Apple, deixando de ser uma questão de escopo de nicho e passando a ter um impacto real no consumidor final.

Por fim, ele comentou que o aumento dos preços em produtos domésticos, como o e o , partem de dois possíveis cenários: a ciência de que a tendência deverá acometer a concorrência, ou de que todos esses produtos estão prestes a ser atualizados. Para os iPhones, Gurman avaliou que a Apple deverá segurar os aumentos até setembro, fazendo coro ao que afirmam outros insiders.

Na newsletter, Gurman também comentou brevemente a segunda beta dos sistemas 27, elogiando o funcionamento sólido e fluido dos recursos e dos sistemas como um todo. O elogio inclui a Siri AI — sobre a qual ele menciona que “pela primeira vez, a assistente é competente”, embora reconheça as limitações das soluções de IA da Maçã, sobretudo em comparação com o ou o . Para ele, a nova leva da beta corrigiu diversos problemas de qualidade e performance.

Meta Glasses e a resposta da Apple

O jornalista abordou ainda o lançamento dos Meta Glasses, a nova linha de óculos inteligentes da empresa de Mark Zuckerberg, que antecipa a entrada da Apple no segmento — o que deverá ocorrer no ano que vem segundo o próprio Gurman.

Para ele, a Meta gera sentimentos mistos: por um lado, o pioneirismo no setor, a prática de preços competitivos e as colaborações com a auxiliam na consolidação da sua presença nesse mercado. Já a estreia da Apple com uma integração mais plena entre os seus supostos óculos e os iPhones poderá ser um recurso arrebatador, pesando um tanto na escolha do consumidor final.

Gurman reiterou, todavia, que considera “difícil” a Apple chegar perto dos US$300 para os seus supostos óculos.